Brasil chega a 1.803 plantas de biogás cadastradas
Fonte: usinagem-brasil.com.br | Data: 02/05/2026 14:00:48
(03/05/2026) – O Brasil atingiu a marca de 1.803 plantas de biogás cadastradas e produção próxima a 5 bilhões de Nm³/ano em 2025, expansão de 5% no número de unidades e aumento de 6% no volume produzido em relação ao ano anterior.
Os dados fazem parte do Panorama do Biogás no Brasil 2025, elaborado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás) e lançado em abril durante o 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (PR).
“Este avanço não significa apenas expansão, mas também ganho de escala e eficiência das plantas”, afirmou o diretor-presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques.
Segundo ele, o amadurecimento do mercado também se reflete na mudança de perfil dos empreendimentos.
“Estamos observando uma transformação importante: menos plantas entrando por ano, mas com maior capacidade produtiva. Isso indica evolução tecnológica e novos modelos de negócio mais robustos”, completou.
Atualmente, a geração de energia elétrica segue como principal destino da modalidade, concentrando cerca de 62% do volume, enquanto o biometano já responde por aproximadamente 34%, mesmo representando uma parcela menor de plantas.
O Panorama do Biogás 2025 também detalha a distribuição da produção no país e evidencia a concentração do volume em poucos estados.
São Paulo lidera com ampla vantagem, atingindo cerca de 4,9 milhões de Nm³/dia, seguido pelo Rio de Janeiro, com aproximadamente 1,8 milhão de Nm³/dia.
Na sequência aparecem Paraná e Minas Gerais, ambos com volumes próximos a 1,5 e 1,2 milhão de Nm³/dia, respectivamente, consolidando-se como polos relevantes na produção nacional.
Estes dois estados vêm, no entanto, registrando taxas de expansão superiores à média nacional nos últimos anos, o que pode alterar o ranking no médio prazo.
Pernambuco e Santa Catarina completam o grupo intermediário, enquanto estados como Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará e Espírito Santo integram o ranking dos dez maiores produtores, refletindo a diversificação gradual da atividade no território brasileiro.
O estudo evidencia, porém, o potencial ainda pouco explorado das regiões Norte e Nordeste, onde a produção permanece incipiente.