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O que é o hantavírus, responsável pela morte de ao menos três pessoas em cruzeiro no Atlântico

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 04/05/2026 02:19:10

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OMS confirma um caso em laboratório e investiga outros cinco suspeitos; doença transmitida por roedores pode causar síndrome respiratória grave


Três mortes por hantavírus em cruzeiro foram confirmadas; OMS investiga casos
Três mortes por hantavírus em cruzeiro foram confirmadas; OMS investiga casos — Foto: Divulgação CDC: Cynthia Goldsmith e Luanne Elliott; e Divulgação Antarctica Cruises

RESUMO

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GERADO EM: 03/05/2026 – 21:18

Surto de Hantavírus em Cruzeiro no Atlântico: Três Mortes Confirmadas

Um surto de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico resultou em três mortes confirmadas e cinco casos suspeitos, segundo a OMS. A doença, transmitida por roedores, pode provocar síndromes respiratórias graves. A OMS está investigando os casos e coordenando a assistência médica e evacuação dos passageiros. O hantavírus causa sintomas como febre, dores musculares e pode ser fatal. Não há tratamento específico, apenas cuidados de suporte.

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Ao menos três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico foram confurmadas neste domingo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou que há um caso já confirmado em laboratório e outros cinco suspeitos entre passageiros e tripulantes. Uma pessoa permanece internada em estado grave em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul.

A OMS relatou que continua investigando os casos, incluindo novos testes laboratoriais, análises epidemiológicas e o sequenciamento do vírus. Passageiros e tripulação recebem assistência médica, enquanto a entidade coordena, com países-membros e operadores do navio, a evacuação de dois passageiros sintomáticos e a avaliação do risco sanitário para os demais a bordo.

O que é o hantavírus

O hantavírus é um grupo de vírus cujo principal reservatório são roedores silvestres. A infecção humana ocorre, principalmente, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados. Embora rara, a transmissão entre pessoas pode ocorrer em situações específicas. O diagnóstico é feito por meio de testes de laboratório.

Os testes de coronavírus pelo mundo

Criança reage durante o teste de ácido nucléico em Wuhan, a cidade chinesa mais atingida pelo surto da COVID-19, província de Hubei, China — Foto: ALY SONG / REUTERS

Criança reage durante o teste de ácido nucléico em Wuhan, a cidade chinesa mais atingida pelo surto da COVID-19, província de Hubei, China — Foto: ALY SONG / REUTERS

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Criança reage durante o teste de ácido nucléico em Wuhan, a cidade chinesa mais atingida pelo surto da COVID-19, província de Hubei, China — Foto: ALY SONG / REUTERS

Homem faz um teste de ácido nucléico em um local improvisado de teste em um parque após um surto da COVID-19, em Pequim, China — Foto: THOMAS PETER / REUTERS

Homem faz um teste de ácido nucléico em um local improvisado de teste em um parque após um surto da COVID-19, em Pequim, China — Foto: THOMAS PETER / REUTERS

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Homem faz um teste de ácido nucléico em um local improvisado de teste em um parque após um surto da COVID-19, em Pequim, China — Foto: THOMAS PETER / REUTERS

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Mulher transfere saliva para um frasco para teste de saliva de doença coronavírus (COVID-19), em um laboratório molecular da Cruz Vermelha Filipina, na cidade de Mandaluyong, Metro Manila — Foto: ELOISA LOPEZ / REUTERS

Mulher transfere saliva para um frasco para teste de saliva de doença coronavírus (COVID-19), em um laboratório molecular da Cruz Vermelha Filipina, na cidade de Mandaluyong, Metro Manila — Foto: ELOISA LOPEZ / REUTERS

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Mulher transfere saliva para um frasco para teste de saliva de doença coronavírus (COVID-19), em um laboratório molecular da Cruz Vermelha Filipina, na cidade de Mandaluyong, Metro Manila — Foto: ELOISA LOPEZ / REUTERS

Funcionário coleta um cotonete antes de processar a amostra para testar Covid-19, no laboratório do Biogroup Laboratory, no oeste de Londres — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

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Funcionário coleta um cotonete antes de processar a amostra para testar Covid-19, no laboratório do Biogroup Laboratory, no oeste de Londres — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

Trabalhador médico coleta amostra de swab de uma mulher para teste de coronavírus, em estrutura impreovisada em quadra de badminton, em Petaling Jaya, perto de Kuala Lumpur, capital da Malásia — Foto: MOHD RASFAN / AFP

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Trabalhador médico coleta amostra de swab de uma mulher para teste de coronavírus, em estrutura impreovisada em quadra de badminton, em Petaling Jaya, perto de Kuala Lumpur, capital da Malásia — Foto: MOHD RASFAN / AFP

Residente passa por teste obrigatório de coronavírus, no distrito de Yau Tsim Mong de Kowloon, em Hong Kong, onde a China tenta controlar surto da Covid-19 na periferia densamente povoada — Foto: ANTHONY WALLACE / AFP

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Residente passa por teste obrigatório de coronavírus, no distrito de Yau Tsim Mong de Kowloon, em Hong Kong, onde a China tenta controlar surto da Covid-19 na periferia densamente povoada — Foto: ANTHONY WALLACE / AFP

Equipe médica coleta um cotonete de nariz de um trabalhador migrante de Mianmar, em uma clínica móvel de testes de coronavírus, em Pathum Thani, ao norte de Bangkok — Foto: LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP

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Equipe médica coleta um cotonete de nariz de um trabalhador migrante de Mianmar, em uma clínica móvel de testes de coronavírus, em Pathum Thani, ao norte de Bangkok — Foto: LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP

Médico manuseia amostra de de testes rápidos de coronavírus no Aeroporto Ben-Gurion de Israel, em Lod, perto de Tel Aviv, Israel — Foto: JACK GUEZ / AFP

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Médico manuseia amostra de de testes rápidos de coronavírus no Aeroporto Ben-Gurion de Israel, em Lod, perto de Tel Aviv, Israel — Foto: JACK GUEZ / AFP

Profissionais de saúde realizam de teste rápido de antígeno da COVID-19, em uma estação de testes para participantes de uma conferência realizada pelo Instituto de Estudos Políticos no Centro de Convenções Marina Bay Sands em Cingapura — Foto: EDGAR SU / REUTERS

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Profissionais de saúde realizam de teste rápido de antígeno da COVID-19, em uma estação de testes para participantes de uma conferência realizada pelo Instituto de Estudos Políticos no Centro de Convenções Marina Bay Sands em Cingapura — Foto: EDGAR SU / REUTERS

Um funcionário da Rennes 1 University cola um pôster para informar sobre uma campanha de teste da Covid-19 em um prédio da universidade em Rennes, oeste da França, em meio à crise ligada à pandemia Covid-19 causada pelo novo coronavírus — Foto: DAMIEN MEYER / AFP

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Um funcionário da Rennes 1 University cola um pôster para informar sobre uma campanha de teste da Covid-19 em um prédio da universidade em Rennes, oeste da França, em meio à crise ligada à pandemia Covid-19 causada pelo novo coronavírus — Foto: DAMIEN MEYER / AFP

Um trabalhador médico segura uma amostra de esfregaço de um teste de COVID-19 em um laboratório no centro de testes central de Milão (CDI), onde milhares de esfregaços são testados a cada dia, em Milão, Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

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Um trabalhador médico segura uma amostra de esfregaço de um teste de COVID-19 em um laboratório no centro de testes central de Milão (CDI), onde milhares de esfregaços são testados a cada dia, em Milão, Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

Trabalhador médico escreve em um contêiner em um laboratório dentro do centro de testes central de Milão (CDI), onde milhares de cotonetes da COVID-19 são testados a cada dia, em Milão, Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

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Trabalhador médico escreve em um contêiner em um laboratório dentro do centro de testes central de Milão (CDI), onde milhares de cotonetes da COVID-19 são testados a cada dia, em Milão, Itália — Foto: JENNIFER LORENZINI / REUTERS

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Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), os hantavírus podem causar duas principais síndromes: a síndrome pulmonar por hantavírus (SPH), mais comum nas Américas e associada ao rato-veado, e a febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR), predominante na Europa e na Ásia. Um tipo específico, o vírus Seoul, pode provocar FHSR e tem circulação global, inclusive nos Estados Unidos.

Sintomas e tratamento

A SHP é uma doença grave e potencialmente fatal que afeta os pulmões. Os sintomas começam a aparecer de uma a oito semanas após o contato com um roedor infectado e incluem fadiga, febre, dores musculares (especialmente nas coxas, quadris e costas), além de dores de cabeça, tontura, calafrios e desconfortos abdominais como náusas, vômitos e diarreia.

Entre quatro e dez dias após a fase inicial da doença, o infectado pode apresentar tosse, falta de ar e aperto no peito, à medida que os pulmões se enchem de líquido. A taxa de mortalidade entre pessoas que desenvolvem os sintomas respiratórios é de 38%.

Já a FHSR afeta os rins. Os sintomas demoram entre uma e duas semanas para se desenvolverem no corpo humano — ou até oito semanas, em casos mais raros. A síndrome causa dores de cabeça intensas, dor nas costas e no abdômen, febre, calafrios, náuseas e visão turva. Algumas pessoas podem apresentar vermelhidão no rosto ou nos olhos e erupções cutâneas.

Entre os sintomas tardios, estão pressão arterial baixa, hemorragia interna e insuficiência renal aguda. A febre hemorrágica, no entanto, tem uma taxa de mortalidade menor que a SHP, entre 5 e 15%.

Ainda segundo o CDC, Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. Os pacientes devem receber cuidados de suporte, incluindo repouso, hidratação e tratamento dos sintomas.

A OMS informou ainda que notificou seus pontos focais nacionais conforme o Regulamento Sanitário Internacional e que deve divulgar um informe público detalhado sobre o surto nos próximos dias.

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