(Reprodução: Roberta Aline / MDS)
(Reprodução: Roberta Aline / MDS)


Veja o resumo da noticia



  • Os programas sociais seguem sendo importantes na renda das famílias brasileiras em 2025, com média de R$ 886 por pessoa entre beneficiários.
  • O Bolsa Família continua como principal programa de transferência de renda, presente em 17,2% dos domicílios, enquanto o BPC-LOAS atinge 5,3% dos lares.
  • A participação dos benefícios varia por região e ainda é limitada na renda total do país (3,5%), embora seja maior no Nordeste e no Norte.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE, os programas sociais, como o Bolsa Família, continuam sendo fundamentais para a renda de milhões de famílias brasileiras, especialmente as de menor renda.

Em 2025, as famílias que recebiam benefícios como Bolsa Família, BPC-LOAS e outros auxílios tiveram renda média de R$ 886 por pessoa.

Além disso, os dados mostram que 22,7% dos domicílios do país, cerca de 18 milhões de lares, tinham ao menos um morador atendido por algum programa social.

Ainda acima do nível pré-pandemia

Embora tenha recuado em relação a 2024, quando era de 23,6%, a presença dos programas sociais no país ainda é maior do que antes da pandemia. Em 2019, o percentual era de 17,9%.

O Bolsa Família segue como o principal programa de transferência de renda. Em 2025, ele estava presente em 17,2% dos domicílios brasileiros. Entre as famílias beneficiadas, a renda média por pessoa foi de R$ 774 no ano passado, acima dos R$ 488 registrados em 2019.

Já o BPC-LOAS, voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, alcançou 5,3% dos lares, o maior nível da série histórica. Nesses domicílios, a renda média por pessoa chegou a R$ 1.218 em 2025.

Impacto ainda limitado na renda total e diferenças regionais

Os dados indicam que os programas sociais ajudam a reduzir situações de vulnerabilidade. No entanto, ainda não são suficientes para eliminar as desigualdades de renda no país.

Em 2025, esses benefícios representaram 3,5% da renda domiciliar per capita nacional. O número ficou levemente abaixo de 2024, quando era de 3,8%.

Além disso, a participação dos programas sociais varia bastante entre as regiões. No Nordeste, eles representaram 8,8% da renda por pessoa.

No Norte, a fatia foi de 7,5%. Nessas duas regiões, os benefícios tiveram mais peso na renda das famílias do que aposentadorias e pensões.

Já no Sul, a participação foi bem menor. Apenas 1,6% da renda por pessoa veio de programas sociais. Ainda assim, 4,5% da população da região recebia algum tipo de benefício.