IBGE – População com maior rendimento recebe 13,8 vezes mais que mais pobres
Fonte: giromarilia.com.br | Data: 08/05/2026 12:04:41

Marília – A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que o IBGE divulgou nesta sexta-feira mostra que os 10% da população brasileira com maior rendimento em 2025 recebeu, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos.
Além disso, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, parcela superior à que possuíam os 70% da população com os menores rendimentos.
O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão dos rendimentos no País, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (08).
Em comparação com o período pré-pandemia, o avanço é ainda mais expressivo: o rendimento médio de todas as fontes, que abrange os rendimentos provenientes tanto do trabalho quanto de outras fontes, ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012.
Após as perdas verificadas durante a pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021, a recuperação iniciada em 2022 se manteve de forma consistente até 2025.
Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143,0 milhões de pessoas.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo também o maior valor da série histórica. Em relação a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.
No que se refere às outras fontes de rendimento, aposentadorias e pensões seguiram como a principal categoria, alcançando 13,8% da população residente. Em 2025, 9,1% da população recebia rendimentos de programas sociais do governo, percentual que se manteve relativamente estável em relação a 2024, mas em patamar superior ao período anterior à pandemia. As Regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) tinham os maiores percentuais de pessoas com rendimentos de programas sociais.
A análise da distribuição de renda indica que, embora a desigualdade tenha recuado em relação aos anos anteriores à pandemia, ela segue elevada.