Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Flávio liga falta de CPI do Master ao PT após operação contra Ciro Nogueira

Fonte: em.com.br | Data: 08/05/2026 13:40:55

🔗 Ler matéria original

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) atrelou a não instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master ao PT, que pretende investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso Banco Master, e cobrou que a investigação parlamentar “saísse do papel”.

A cobrança aconteceu após o seu aliado político, o senador e presidente do Partido Progressistas, Ciro Nogueira, ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), nessa quinta-feira (7/5). De acordo com a investigação da Operação Compliance Zero, que está em sua quinta fase, o piauiense teria recebido pagamentos mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, além de benefícios como cartão de crédito para despesas pessoais, hospedagens e custeio de viagens.

Conforme decisão do ministro André Mendonça, os repasses teriam começado no valor de R$ 300 mil mensais e posteriormente aumentado para R$ 500 mil. Segundo a PF, os pagamentos eram operacionalizados por meio de empresas privadas ligadas aos investigados. As provas foram obtidas por meio de conversas acessadas entre Vorcaro e o primo dele e operador financeiro Felipe Vorcaro, preso em Belo Horizonte (MG).

Leia Mais

Em vídeos publicados nas redes sociais, Flávio afirmou que a base do PT no Senado não assinou o pedido de abertura da comissão, mesmo que o presidente Lula (PT) fale que é a favor. “Misteriosamente, a base de Lula se recusou a assinar o pedido de investigação. A oposição apoiou. Eu assinei. Já os “companheiros” preferiram ficar de fora. Por quê? Medo do que pode aparecer?”, questionou em uma das postagens.

Neste vídeo, ele disse que “se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada” e defendeu uma investigação sem blindagem ou proteção política.

“Sabe o que é curioso? O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. Mas, deixa eu te contar o que ele não fala. O PT foi contra a CPI. Os deputados do PT não assinaram. Só que agora não dá mais para segurar. Aí, vem o teatro”, declarou em outro vídeo publicado no mesmo dia.

Flávio também menciona outras pessoas que também teriam recebido dinheiro do Master e que são ligadas a Lula, como o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, o líder do governo no senado Jaques Wagner (PT), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. 

“Rui Costa foi governador da Bahia, onde todo o ‘rolo’ do Banco Master começou. A verdade é simples. O PT não quis investigar. Tentou travar, mas não conseguiu. A oposição assinou. Eu assinei. E agora a CPI vai sair. Eles querem pagar de bonzinhos? Não cola. Quem tentou esconder, agora não pode posar de herói. O Brasil está vendo”, disse.

O requerimento para criação de uma CPI no Senado foi protocolado sem a adesão de senadores do PT em março deste ano. De acordo com o autor da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o pedido contou com 27 assinaturas (número mínimo exigido para apresentação), mas a relação não teve nenhum nome dos nove senadores do PT.

A pressão pela criação de uma CPI ou CPMI do Banco Master ganhou força entre parlamentares da oposição após a veiculação de uma suposta relação entre a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o banco. Conforme defendido pelo próprio escritório de advocacia, que tem entre seus sócios Viviane e dois filhos do casal, houve um contrato entre as partes que previa um pagamento mensal de 3,5 milhões e que poderia chegar a R$ 129 milhões ao longo de três anos. O vínculo foi encerrado após a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada pelo Banco Central.

Confiança na relatoria no STF

Com a divulgação da investigação sobre Ciro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) considerou “graves as informações” e disse acompanhar com atenção o caso. Ele defendeu uma investigação das autoridades competentes com rigor e transparência sobre o caso, respeitando o processo legal.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Apesar de cobrar a CPI, Flávio afirmou confiar na relatoria do ministro André Mendonça do Caso Master, no STF, no que se diz a respeito da investigação da participação de Ciro no esquema. “Confiamos na relatoria e esperamos uma ampla apuração”, diz trecho de nota compartilhada com a imprensa.