Baixar Notícia
WhatsApp
Email

IBGE aponta recorde na renda dos brasileiros, mas desigualdade volta a crescer no país – Teresina FM 91,9

Fonte: teresinafm.com.br | Data: 08/05/2026 13:56:43

🔗 Ler matéria original

O rendimento médio dos brasileiros atingiu o maior valor da série histórica em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda média mensal de todas as fontes chegou a R$ 3.367, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Apesar do avanço, o levantamento também apontou crescimento da desigualdade social no país, com aumento do Índice de Gini.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), 143 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de rendimento em 2025, o equivalente a 67,2% da população residente no país.

IBGE aponta recorde na renda dos brasileiros, mas desigualdade volta a crescer no país (Foto: José Cruz/Divulgação Agência Brasil)

O estudo mostra que a população com rendimento proveniente do trabalho alcançou 47,8%, avanço de 0,7 ponto percentual em comparação com 2024. O percentual representa o maior patamar registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

Os dados também apontam crescimento em outras fontes de renda. Houve aumento na proporção de pessoas que recebem aposentadoria e pensão, passando de 13,5% para 13,8%. Já os rendimentos provenientes de aluguel e arrendamento subiram de 1,8% para 1,9%.

A pesquisa identificou ainda crescimento na parcela da população que recebe pensão alimentícia, doações e mesadas, passando de 2,2% para 2,3%. Os chamados outros rendimentos também avançaram de 1,5% para 1,9%.

Por outro lado, a participação de beneficiários de programas sociais apresentou leve recuo, passando de 9,2% para 9,1% da população.

O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde em 2025. A renda por morador subiu 6,89%, passando de R$ 2.118 para R$ 2.264. Segundo o levantamento, o valor representa crescimento acumulado de 27% desde 2012.

A maior parte da renda das famílias brasileiras continua sendo proveniente do trabalho. Os rendimentos de empregos representam 75,1% da composição da renda mensal domiciliar per capita. Em seguida aparecem aposentadorias e pensões, com 16,4%, programas sociais, com 3,5%, e aluguéis e arrendamentos, com 2,1%.

Apesar dos recordes registrados na renda média, o levantamento revelou aumento da desigualdade no país. O Índice de Gini, indicador utilizado para medir a concentração de renda, subiu de 0,487 para 0,491 em 2025.

O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. Mesmo com a alta registrada no último ano, o indicador permanece abaixo dos níveis observados em 2018 e 2019, quando atingiu 0,506, maior marca da série histórica.