IBGE planeja pesquisa anual da agropecuária a partir de 2008
Fonte: correiodopovo.com.br | Data: 08/05/2026 16:57:47
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em uma coletiva pública on-line nesta sexta-feira (8), detalhes sobre a segunda prova-piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, que começa na próxima semana em seis cidades do país, entre as quais Viamão. Na ocasião, o presidente do órgão, Marcio Pochmann, relevou que os dados do Censo serão o ponto de partida para um levantamento anual do setor a ser lançado a partir de 2028, seguindo o modelo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
“Estamos preparados para a segunda maior operação estatística da década, que vai fazer uma radiografia do campo brasileiro. Com isso, teremos um grande diagnóstico. A ‘Pnagro’ possivelmente será aquela que resultará dos esforços de realização do Censo”, disse Pochmann.
A segunda prova-piloto será realizada de 11 a 22 de maio. Além de Viamão, ocorrerá em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS) e Irati (PR). O teste busca validar metodologias e funciona como um preparativo para o censo, cujo cronograma sofreu atrasos. O início da coleta on-line está previsto para março de 2027, e a coleta em campo, com visitas dos recenseadores aos estabelecimentos rurais, para junho de 2027.
O diretor de Pesquisas do IBGE, Gustavo Junger, observou que as operações censitárias envolvem uma preparação complexa, em razão dos deslocamentos exigidos e das dificuldades de acesso às áreas mais distantes. “A operação vai promover um retrato do campo, desde grandes produtores à agricultura familiar, quantos existem, a localização, modo de produção. Enfim, uma gama de informações que serão utilizadas em políticas públicas”, acrescentou.
O superintendente do IBGE no Rio Grande do Sul, Luis Eduardo Puchalski, relembrou as enchentes de 2024 no Estado e justificou a escolha de Viamão para a aplicação da prova-piloto. “Teremos (no questionário do Censo) um bloco sobre questões ambientais, então o Rio Grande do Sul, em função desse evento climático, é um território propício para investigar esse bloco, que é uma inovação do Censo”, disse. Para Puchalski, o município fará uma grande contribuição à pesquisa, em razão da diversidade de sua produção agropecuária, do grande número de estabelecimentos dedicados à produção orgânica e da presença de povos tradicionais – pela primeira, os sistemas agroalimentares dessas comunidades serão retratados de forma detalhada na pesquisa.
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