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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial apontam que o Brasil enfrenta um cenário de estagnação econômica e aumento da desigualdade social. Em 2024, o PIB per capita brasileiro ficou em cerca de 10 mil dólares, equivalente a 76% da média mundial, colocando o país na 79ª posição do ranking global de renda per capita. O levantamento mostra ainda que, em 1980, a renda per capita do Brasil representava 20% da norte-americana, percentual que caiu para 14,4% em 2024. Especialistas apontam que o país enfrenta a chamada “armadilha da renda média”, marcada pela dificuldade de avançar para níveis de desenvolvimento mais elevados devido à baixa produtividade, pouca inovação e entraves estruturais.

O IBGE também revelou aumento da desigualdade em 2025, com o índice de Gini subindo de 0,504 para 0,511. Os 10% mais pobres vivem com renda média mensal de 268 reais, enquanto os 10% mais ricos recebem mais de 9 mil reais por mês. Já o 1% mais rico alcançou renda média próxima de 25 mil reais mensais. Economistas afirmam que, mesmo quando o país cresce, os ganhos continuam concentrados nas camadas mais altas da população, impedindo uma redução consistente das desigualdades e dificultando o avanço do Brasil no cenário econômico global.