O IBGE divulgou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, desacelerou para 0,67% em abril, após registrar 0,88% em março. Apesar da redução, essa foi a maior taxa para o mês desde 2022, mantendo a pressão sobre o custo de vida dos brasileiros. O acumulado em 12 meses chegou a 4,39%, aproximando-se do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Entre os principais fatores de impacto aparecem os preços dos alimentos e dos combustíveis, influenciados pela redução da oferta de produtos agrícolas e pelos efeitos da guerra no Irã sobre o petróleo. Itens como cenoura, leite, cebola, tomate e carnes registraram aumentos expressivos, enquanto a gasolina teve alta de 1,86% no mês.
Economistas avaliam que a valorização do dólar, os custos do diesel e as tensões internacionais seguem pressionando a inflação nos próximos meses. Segundo análise divulgada por especialistas e pelo próprio IBGE, o aumento do petróleo impacta diretamente o transporte, os fretes e até os custos agrícolas, afetando diversos setores da economia. O grupo de alimentação e bebidas teve a maior influência sobre o índice, enquanto saúde e cuidados pessoais também pressionaram o resultado. Em contrapartida, as passagens aéreas apresentaram queda significativa, ajudando a conter uma inflação ainda maior. As projeções do mercado indicam que o IPCA deve continuar acima do centro da meta ao longo de 2026.