Raízen entrega mais de 80% da empresa aos credores no plano de recuperação – Edição do dia – MegaWhat
Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 08/06/2026 08:55:01
A Raízen protocolou, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, o plano de recuperação extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 65 bilhões, que contou com o apoio de 75% dos credores financeiros, e mais de 70% dos bondholders, apurou o Pipeline (Valor Econômico).
Esse grupo estava mais resistente em apoiar o plano, mas voltou à mesa mais recentemente e aderiu à reestruturação da dívida, que ainda vai incluir os bancos e os detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), ficando acima do quórum mínimo de 50% mais 1 dos créditos. O plano não abrange os fornecedores e parceiros de negócios.
Em uma segunda reportagem sobre o tema, o Valor Econômico informa que proposta estabelece diferentes alternativas para os credores, incluindo a troca de dívidas por novos instrumentos financeiros e a conversão de parte dos créditos em participação acionária na companhia.
Entre as principais medidas previstas, está um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a ser realizado pela Shell, acionista da empresa, além da possibilidade de um aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, veículo de investimentos da família de Rubens Ometto, controlador da Cosan. Em contrapartida, os investidores receberão ações ordinárias da companhia.
Corrida por minerais críticos impulsiona onda global de fusões e coloca Brasil no radar
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que a busca por diversificação do portfólio, por investimentos de menor risco e por ganhos de escala está embalando um movimento global de consolidação no setor de mineração como não se via desde o início do século. De acordo com a reportagem, a tendência ganha força com a corrida por minerais críticos para a transição energética, na qual a agenda industrial está ligada a uma disputa geopolítica.
O apetite por M&A (sigla para fusões e aquisições em inglês) aumentou diante da tentativa dos EUA e da Europa de reduzir a dependência da China, hoje dominante no processamento de terras raras e outros insumos essenciais na produção de carros elétricos, turbinas eólicas, semicondutores e equipamentos militares. Governos ocidentais passaram a tratar minerais críticos como tema de segurança nacional.
Dono de reserva mineral privilegiada, incluindo de minerais críticos e estratégicos, o Brasil entrou no radar de investidores, fundos especializados e grandes mineradoras, em especial após o endurecimento das disputas comerciais entre Washington e Pequim.
Dificuldades em licenciamento nos EUA, Canadá e Austrália torna Brasil foco para investimentos
Com o movimento de consolidação no setor de mineração, altamente influenciado pela geopolítica global, o Brasil tem se posicionado de forma positiva como uma jurisdição que não está 100% alinhada a nenhum polo, nem Washington nem Pequim, analisa o sócio-diretor da consultoria A&M Infra, Rafael Marchi.
Em países relevantes na mineração, como Canadá, Austrália e EUA, o tempo de desenvolvimento dos projetos está aumentando, o licenciamento está mais difícil e a pressão social se intensifica. Assim, há mais dificuldade para tirar os projetos do papel, comenta o consultor. “Há uma corrida global por minerais críticos, e o tempo de desenvolvimento dos projetos está aumentando num cenário de oposição à mineração.” (O Estado de S. Paulo)
Mineradora canadense foca no Brasil para excluir China de cadeia de terras raras
O Valor Econômico informa que a mineradora canadense Aclara Resources pretende estabelecer uma cadeia de suprimentos de terras raras independente de empresas chinesas já em 2028, com o objetivo de processar a produção de minas no Brasil e no Chile usando tecnologia própria de refino para produzir materiais para baterias de veículos elétricos suficientes para atender a metade da demanda dos EUA.
A Aclara, em colaboração com a universidade norte-americana Virginia Tech e outras instituições, está desenvolvendo tecnologias de separação e refino de terras raras. A empresa está recorrendo a uma mina brasileira para ajudar a construir uma cadeia de suprimentos que não dependa de companhias chinesas, que até agora dominavam essas etapas.
Engie investe R$ 20 mi em torres para ampliar transmissão
A Engie Brasil está liderando um projeto de inovação para desenvolver uma nova geração de torres de transmissão de energia, com investimento de R$ 20 milhões e foco no aumento da capacidade de escoamento de energia no país. Batizada de Série Torre Águia, a tecnologia está sendo desenvolvida em parceria com a Engetower e a SAE Towers no âmbito do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), com conclusão prevista para 2027.
A nova plataforma estrutural para linhas de transmissão de até 525 kV foi projetada para elevar a capacidade de transporte de energia para cerca de 1.682 MW, acima dos níveis atualmente praticados pelo mercado, em torno de 1.665 MW. Segundo a companhia, a tecnologia será aplicada inicialmente em algumas linhas do projeto Graúna e busca atender à crescente demanda por infraestrutura para escoar a expansão da geração renovável no Brasil. (Agência Infra)
Vaca Muerta exige mais de US$ 10 bilhões para abastecer Brasil e vizinhos, diz estudo
O desenvolvimento de Vaca Muerta pode se tornar o motor de uma nova etapa de integração energética na América do Sul, embora, para concretizá-la, seja necessária uma onda de investimentos superior a US$ 10 bilhões em infraestrutura de gás.
É o que afirma um relatório elaborado pela International Gas Union (IGU), pela Arpel e pela Olacde, que identifica a formação de Neuquén como a principal fonte de recursos capaz de abastecer os mercados da Argentina, do Brasil, do Chile, do Uruguai e da Bolívia nas próximas décadas.
O papel que o estudo atribui a Vaca Muerta surge após afirmar que os recursos recuperáveis de gás natural dessa formação não convencional equivalem a entre 45 e 124 anos do consumo conjunto atual da Argentina, do Brasil, do Chile, do Uruguai e da Bolívia. As informações foram publicadas pela agência Bloomberg Línea.
Gás argentino pode reocupar dois terços do Gasbol, mas caminho para isso é longo
Reportagem da Agência Eixos destaca que a integração gasífera do Cone Sul, se bem-sucedida, pode destravar novas demandas por gás natural no Brasil e, no cenário mais otimista, ocupar até dois terços da capacidade do Gasbol com gás argentino, além de viabilizar novas rotas alternativas.
O caminho a ser percorrido para que esse potencial se desenvolva integralmente, no entanto, ainda é longo. Um estudo recém-lançado pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde) mostra que, nas condições atuais, o gás argentino não conseguirá entrar de forma competitiva nos principais centros de consumo do Brasil – em especial São Paulo.
Os países da região precisarão avançar, portanto, numa agenda de convergências regulatórias e tarifárias, além de investirem pesado em infraestrutura. O relatório final sobre a integração regional do gás no Mercosul e Chile mostra que os intercâmbios regionais podem movimentar:
Origem Energia: mandato de banco vai além da busca de sócios
A contratação do Bradesco BBI pela Origem Energia, que atua principalmente na extração e processamento de gás natural, vai além da busca de sócios para reforçar o balanço e financiar sua expansão, informa o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A empresa controlada pela Prisma Capital pode ser vendida integralmente. Ou pode optar por um IPO. Em resumo, o futuro da Origem está em aberto. Com cinco anos de vida, a Origem tem investimentos programados de R$ 4 bilhões até 2029.
PANORAMA DA MÍDIA
O Estado de S. Paulo: A inflação de 2026 passa por uma tempestade quase perfeita. Desde que estourou a guerra entre Estados Unidos e Irã, as projeções do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação, subiram mais de um ponto porcentual.
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O Globo: Assim como no plano federal, as contas públicas estaduais se deterioram neste ano eleitoral. Os estados devem fechar 2026 com um déficit fiscal de R$ 6 bilhões, de acordo com projeções da XP Investimentos. É uma inversão do desempenho desses entes federativos em 2025, quando tiveram superávit de R$ 6,6 bilhões.
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Valor Econômico: Neste ano eleitoral, os investimentos dos Estados e do Distrito Federal, em seu conjunto, somaram R$ 20,8 bilhões de janeiro a abril, um aumento real (descontada a inflação) de 37% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é o maior dos últimos oito anos e chama a atenção mesmo quando comparado ao da última eleição presidencial, em 2022, com um aumento real de 31,6%.
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Folha de S. Paulo: O agronegócio brasileiro, um dos pilares da estabilidade econômica do país, enfrenta hoje uma ameaça estrutural inédita, algo que pode redesenhar o comércio global nas próximas décadas. O Brasil tem uma dependência crítica e concentrada do mercado chinês, que é o destino de 71% das exportações nacionais de soja e 54% da carne bovina. Sozinho, o país fornece mais de 60% de toda a oleaginosa importada por Pequim e cerca de 40% de sua carne.