Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Em direção às demandas do mercado, companhias e cooperativas gaúchas investem em projetos de biogás e biometano

Fonte: correiodopovo.com.br | Data: 09/06/2026 13:05:54

🔗 Ler matéria original

O crescimento da demanda por energias renováveis, especialmente o biogás e o biometano, tem impulsionado novos investimentos no Rio Grande do Sul. Com o protagonismo em diferentes esferas, muitos projetos se destacam e atraem interesse de investidores. Em painel no 6º Fórum de Energias Renováveis, realizado pelo Correio do Povo e pelo Sindienergia-RS e que ocorre nesta terça-feira no Teatro CIEE-RS Banrisul, representantes de companhias e cooperativas destacaram como a energia limpa tornou-se motor do mercado, e de como elas estão não apenas sendo motor de investimento, mas impulsionando iniciativas de descarbonização e do consumo sustentável para outras empresas.

O painel contou com falas de Carolina Bahia, gerente executiva Institucional & Cliente da Sulgás; Liliani Cafruni, diretora de Sustentabilidade da Corsan Aegea; Aurélio Ferreira (diretor de Desenvolvimento e Estratégia da Ultragaz; Mateus Stefanello, presidente da Coprel e Alexander Nunes Leitzke, gerente de Planejamento do BRDE.


Para Carolina Bahia, é urgente discutir a segurança energética, que precisa estar no topo das prioridades. “Nosso estado vai crescer e atrair mais indústrias, e precisa de uma matriz energética firme, segura e ligada à transição energética, cada vez mais atendendo às demandas atuais” disse. A Sulgás, distribuidora de gás natural no Rio Grande do Sul, trabalha com a chamada “energia firme”, com gás 100% renovável. Entre os projetos da companhia, lançado neste ano, está o Sulgás BioHub, que incentiva o aumento da produção de biometano no RS. A iniciativa surgiu por conta do interesse de diferentes empreendedores em desenvolver usina de biometano devido à demanda verde.

A Aegea também tem trabalhado com estratégias de geração de energia elétrica renovável. A companhia, que atende 317 municípios, possui como pilar estratégico o trabalho com 39 mil mWh/mês, equivalente a 145 mil residências. Liliani lembra que a empresa de saneamento não trabalha sem energia. Desde 2020, começou a migração para a sustentabilidade. A empresa também trabalha, atualmente, com 10 projetos de iniciativas de biomassa e de energia solar, em municípios como Itaqui, Santa Maria e Crissiumal. Há, também, plantas de usinas fotovoltaicas em São Lourenço do Sul, Três Passos e Nonoai, além de outros municípios.

O desafio para a empresa está no esgotamento sanitário. Hoje, apenas 29,5% do esgoto tem sua cobertura, e é necessário um investimento de R$ 15 bilhões para a universalização. “Ainda é um desafio significativo para o estado. “Não consigo ver um estado desenvolvido sem saneamento”, disse Liliani.

A energia renovável é a nova tendência, visualiza Aurélio, e o Rio Grande do Sul é vanguardista no setor. Ele trouxe o exemplo que a Ultragaz vem fazendo no investimento de energia em biometano. A empresa, que é pioneira em GLP no Brasil, atende 11 milhões de domicílios na entrega de botijões de gás. Ele tratou do modelo de atuação realizado, com a aplicação industrial e aplicação veicular. Nesse mês, a empresa vai entrar com uma nova unidade de aterro em São Leopoldo. Somando à de Minas do Leão, serão 100 metros cúbicos de biometano disponível diariamente no mercado.

Aurélio destacou a importância do modelo voluntário por parte das empresas, diante das metas de descarbonização em projetos. O grande desafio, no entanto, está na aquisição de novos veículos, pois ainda há poucos caminhões a gás em operação. Aurélio ressaltou a importância de trabalhar políticas que incentivem a conversão de frotas.

O Fórum de Energias Renováveis é realizado pelo Correio do Povo e pelo Sindienergia-RS. O evento conta com patrocínio de Corsan, BRDE, Senar, Sulgás e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, além do apoio do CIEE-RS.

Veja Também

Fórum de Energias Renováveis 2026 – Painel 2: Demanda Verde