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“Não é a mesma vacina disponível para a população”, diz Vigilância de Rio Grande sobre suspensão de imunizante contra a dengue

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 09/06/2026 13:49:54

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Rafael da Silva Carvalho / Divulgação
Imunizante suspenso vinha sendo destinado a grupos específicos de trabalhadores com maior risco de exposição ao mosquito Aedes aegypti.

A suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan não altera a campanha de imunização disponível para a população de Rio Grande. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é outro e continua sendo aplicado normalmente nas unidades de saúde.

O esclarecimento foi feito pela chefe da Vigilância Epidemiológica, Michele Menezes, após o anúncio da interrupção do uso da vacina do Butantan. De acordo com ela, o imunizante suspenso vinha sendo destinado a grupos específicos de trabalhadores com maior risco de exposição ao mosquito Aedes aegypti.

Entre os profissionais contemplados estavam agentes de combate às endemias, trabalhadores que atuam nas ruas e servidores de unidades de saúde localizadas em áreas com maior concentração de focos do mosquito.

— Não é a mesma vacina disponível para a população. A vacina oferecida na rede pública é a Qdenga, do laboratório Takeda. Essa vacina segue disponível em todas as unidades de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — explica Michele.

Segundo a gestora, também não foram registradas reações graves entre os trabalhadores que receberam o imunizante do Butantan no município.

— Não tivemos nenhuma reação grave. Todas as reações observadas ficaram dentro do esperado para o período pós-vacinação. Não houve casos de choque anafilático, internações ou qualquer ocorrência mais séria relacionada à administração do imunizante — afirma.

Atualmente, a Qdenga continua sendo aplicada normalmente em todas as unidades de saúde de Rio Grande para o público-alvo definido pelo Ministério da Saúde.

Número de focos do mosquito cresce em 2026

Enquanto a vacinação segue disponível para crianças e adolescentes, o município mantém o monitoramento da circulação do Aedes aegypti.

Dados da Vigilância Ambiental em Saúde apontam que, apenas nos últimos 15 dias, foram identificados 25 novos focos do mosquito em Rio Grande, o que representa aumento de aproximadamente 4% no total acumulado neste ano.

Entre os bairros com mais registros recentes estão Cidade Nova, com seis focos, e São João, com cinco. Centro e Quinta contabilizaram quatro focos cada no período. Também houve registros no Distrito Industrial, Buchholz, Castelo Branco, Maria dos Anjos e Vila Militar.

No acumulado de 2026, o Centro lidera o número de focos identificados, com 122 ocorrências. Na sequência aparecem Cidade Nova, com 70, Distrito Industrial, com 69, e Quinta, com 59 registros.

Ao todo, Rio Grande já contabiliza 646 focos do Aedes aegypti neste ano. O número supera em quase 39% todo o volume registrado em 2025, quando foram identificados 465 focos.

Casos de dengue

Em relação à doença, Rio Grande notificou 52 casos suspeitos de dengue em 2026.

Desses, dois foram confirmados como autóctones, ou seja, contraídos dentro do município. Os outros 50 casos foram descartados.

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