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Operação mira grupo suspeito de extorquir comerciantes para o CV no Ceará

Fonte: gcmais.com.br | Data: 09/06/2026 14:35:39

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Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos contra suspeitos de integrar um núcleo do Comando Vermelho

Operação mira grupo suspeito de extorquir comerciantes para o CV no Ceará
Investigação aponta cobrança ilegal de taxas a comerciantes do Ceará

Uma operação realizada na manhã desta terça-feira (9) teve como alvo um grupo investigado por extorsão contra comerciantes em Itapiúna, município localizado no Maciço de Baturité, a cerca de 100 quilômetros de Fortaleza. Segundo as investigações, os suspeitos seriam ligados ao Comando Vermelho (CV) e exigiam pagamentos periódicos de empresários locais, em cobranças que variavam de R$ 50 a R$ 1 mil.

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A ofensiva foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), com apoio das forças de segurança estaduais. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão.

Batizada de Operação Cerco ao Pedágio, a ação busca desarticular um esquema de cobrança ilegal que, segundo os investigadores, vinha afetando comerciantes do município e contribuindo para o fortalecimento financeiro da organização criminosa.

Operação investiga extorsão contra comerciantes em Itapiúna

De acordo com as apurações conduzidas pelo Ministério Público, os investigados teriam implantado um sistema de cobrança ilegal direcionado a estabelecimentos comerciais da cidade.

Segundo os investigadores, os comerciantes eram pressionados a realizar pagamentos periódicos sob ameaça. A prática teria como objetivo arrecadar recursos para o grupo criminoso e ampliar sua influência sobre a região.

As extorsões atingiam diferentes segmentos do comércio local e faziam parte de uma estratégia de domínio territorial atribuída à organização investigada.

Além dos prejuízos financeiros causados às vítimas, as autoridades apontam que esse tipo de crime afeta diretamente o ambiente econômico do município e contribui para o aumento da sensação de insegurança entre comerciantes e moradores.

Cobranças ilegais chegavam a R$ 1 mil, aponta investigação

As investigações apontam que os valores cobrados variavam de acordo com o perfil econômico dos estabelecimentos.

Segundo o Gaeco, alguns comerciantes recebiam exigências de menor valor, enquanto outros eram obrigados a pagar quantias que chegavam a R$ 1 mil.

A suspeita é que integrantes do grupo utilizassem critérios relacionados ao porte e à capacidade financeira das empresas para definir quanto cada vítima deveria pagar.

O nome da operação faz referência justamente a esse mecanismo. Na avaliação dos investigadores, os valores cobrados funcionavam como uma espécie de “pedágio” imposto ilegalmente para que os comerciantes continuassem exercendo suas atividades sem represálias.

O que é a Operação Cerco ao Pedágio?

A Operação Cerco ao Pedágio foi criada para combater esquemas de extorsão atribuídos a organizações criminosas que atuam em municípios cearenses.

Além de cumprir mandados judiciais, a ação busca reunir provas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa investigada.

As buscas realizadas nesta terça-feira também têm como objetivo localizar documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Ação integra ofensiva nacional contra organizações criminosas

Além do Ministério Público do Ceará, a operação contou com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e da Polícia Militar do Ceará (PMCE). A ofensiva faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), vinculado ao Ministério Público brasileiro.

Segundo o MPCE, a iniciativa busca fortalecer o enfrentamento às facções criminosas e combater práticas que afetam diretamente a rotina das comunidades, especialmente crimes de extorsão contra comerciantes.

Com o cumprimento dos mandados, os investigadores esperam ampliar o conjunto de provas já reunidas e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo em Itapiúna. Até o momento, as autoridades não divulgaram o balanço final da operação nem detalhes sobre eventuais prisões realizadas durante a ação. As investigações seguem em andamento.