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PF mira líder do governo Lula, Jaques Wagner em operação do Banco Master: buscas atingem senador e ex-sócio de Vorcaro

Fonte: investidoresbrasil.com.br | Data: 18/06/2026 09:49:19

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e articulação política ligado ao caso do Banco Master.

Entre os alvos está o senador e líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, contra o qual foi cumprido mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

Também é alvo da operação o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, além de outros investigados ligados ao caso.

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O que a PF determinou na 9ª fase da Operação Compliance Zero

A operação cumpriu ao todo 18 mandados judiciais nos estados da Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Além das buscas e apreensões, o STF determinou medidas cautelares como:

  • Proibição de contato entre investigados
  • Suspensão de passaportes
  • Outras medidas restritivas sem prisão preventiva

Os investigados respondem por suspeitas de:

  • Corrupção ativa
  • Corrupção passiva
  • Lavagem de dinheiro

A execução foi conduzida pela Polícia Federal do Brasil.

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Entenda a Operação Compliance Zero e o caso Banco Master

A Operação Compliance Zero começou em novembro de 2025 e passou a expor um suposto esquema financeiro e político envolvendo o Banco Master.

Na primeira fase, a PF prendeu o empresário Daniel Vorcaro, então dono da instituição, junto a outros investigados, incluindo Augusto Lima.

Na mesma etapa, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco, aprofundando o impacto financeiro do caso.

Rede investigada teria articulação política e financeira incluindo Jaques Wagner

Segundo informações da investigação, o grupo sob apuração teria operado com uma estrutura complexa, envolvendo:

  • Articulação entre agentes financeiros e políticos
  • Acesso a sistemas e informações sensíveis
  • Suposta tentativa de interferência e intimidação
  • Movimentações financeiras sob análise de lavagem de dinheiro

A PF afirma que o esquema ainda está sendo detalhado e novas fases não estão descartadas.

Impacto político e o que está em jogo

O fato de um líder do governo no Senado estar entre os alvos amplia a repercussão política da operação.

O caso ocorre em meio a um cenário sensível envolvendo investigações sobre o sistema financeiro, empresários e possíveis conexões com agentes públicos.

As medidas são cautelares e investigativas. As defesas dos citados foram procuradas pela imprensa e negam irregularidades em diferentes fases.

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Como Jaques Wagner entrou no radar da PF

As investigações da Operação Compliance Zero já haviam identificado Augusto Lima como um dos principais operadores políticos do grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo informações reveladas ao longo da apuração, Augusto Lima mantinha relacionamento com lideranças políticas de Brasília e da Bahia e teria atuado na aproximação entre o Banco Master e integrantes do núcleo político ligado ao governo Lula. Ele participou de articulações envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, além de contatos com outras autoridades federais.

A nova fase da operação busca esclarecer se essas relações se limitaram a interlocuções políticas legítimas ou se fizeram parte de um esquema investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

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Já divulgados pela PF existem, o contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro da justiça de Lula Ricardo Lewandowski e o Banco Master. O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

A contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Wagner confirmou ter feito a indicação de Lewandowski.

O líder do governo no Senado também indicou o ex-ministro da Fazenda de Lula, Guido Mantega para o Master. Jaques Wagner, no entanto, nega essa indicação.

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O que a PF já identificou sobre a influência política do grupo

Desde as primeiras fases da Compliance Zero, a Polícia Federal sustenta que o grupo investigado não atuava apenas no mercado financeiro.

As investigações apontam suspeitas de uma estrutura voltada para obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários, acesso indevido a sistemas restritos e influência sobre decisões de interesse do grupo. Em diferentes fases da operação, houve prisões, bloqueios bilionários de bens, afastamentos de servidores públicos e investigações sobre pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

A PF chegou a afirmar oficialmente que apura corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e pagamentos indevidos destinados a agentes públicos.

Pessoas próximas a Jaques Wagner que apareceram na investigação

O nome mais recorrente é justamente Augusto Lima, apontado como um dos responsáveis pela interlocução política do grupo de Vorcaro na Bahia e em Brasília. A PF tenta esclarecer se essa rede de contatos abriu portas institucionais para interesses do Banco Master ou se as relações eram apenas políticas e empresariais.

A relevância da busca contra Jaques Wagner está justamente no fato de que a investigação deixou de focar apenas executivos e operadores financeiros e passou a alcançar personagens centrais da articulação política nacional, incluindo o líder do governo no Senado.