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PT Bahia defende Jaques Wagner e atribui investigação do Banco Master a disputa política – Jornal Grande Bahia (JGB)

Fonte: jornalgrandebahia.com.br | Data: 18/06/2026 17:48:24

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O Partido dos Trabalhadores da Bahia saiu em defesa do senador Jaques Wagner nesta quinta-feira, 18/06/2026, após novos desdobramentos das apurações relacionadas ao Banco Master. Em manifestação pública, o presidente estadual da legenda, Tássio Brito, afirmou ter “total confiança” na conduta política do parlamentar, líder do governo no Senado, e sustentou que a trajetória pública de Wagner é marcada por ética, diálogo institucional e compromisso com o interesse público.

PT Bahia afirma confiar na conduta de Jaques Wagner

Na declaração, Tássio Brito afirmou que Jaques Wagner possui uma “vida pública marcada pela retidão” e defendeu que o senador sempre atuou dentro da legalidade. O dirigente partidário também disse que o parlamentar já teria esclarecido, em entrevista, os fatos levantados no contexto das investigações.

Segundo Brito, o PT Bahia não tem dúvidas de que as apurações irão demonstrar a regularidade da atuação de Wagner. A manifestação busca reforçar a imagem pública do senador em um momento de forte repercussão política e jurídica envolvendo o caso Banco Master.

O presidente estadual do PT também associou a trajetória de Wagner à história política recente da Bahia, ao mencionar o papel do senador no enfrentamento ao carlismo e na consolidação do PT como força política estadual. A declaração, porém, tem caráter político e deve ser compreendida como defesa partidária diante de uma investigação ainda em curso.

Dirigente defende transparência nas apurações

Tássio Brito afirmou que as investigações sobre o Banco Master devem seguir com transparência, responsabilidade e respeito ao devido processo legal. Para o dirigente, o avanço das apurações deve permitir a identificação dos “verdadeiros responsáveis” por eventuais irregularidades.

Na avaliação do presidente do PT Bahia, não haveria elementos que vinculassem Jaques Wagner aos investigados nos termos apresentados no debate público. Ele declarou que “não existe áudio” do senador pedindo R$ 134 milhões e negou relação do parlamentar com os envolvidos no caso.

A fala integra uma estratégia de defesa política que procura separar a situação de Wagner de outras conexões mencionadas por Brito. O dirigente direcionou críticas a adversários políticos, citando a chapa formada por João Roma e ACM Neto e alegando que opositores teriam vínculos de bastidores com personagens ligados ao Banco Master.

Banco Master entra no centro da disputa política

O caso Banco Master ganhou dimensão nacional por envolver suspeitas relacionadas ao sistema financeiro, autoridades públicas e personagens de diferentes campos políticos. Na manifestação, Tássio Brito afirmou que o “verdadeiro foco” do escândalo estaria em outros atores políticos e econômicos, e não no senador Jaques Wagner.

O dirigente também destacou que foi durante o governo do PT que o Banco Central adotou medidas em relação ao Banco Master. A afirmação foi usada pelo presidente estadual da legenda como argumento para sustentar que o governo federal não teria atuado para proteger a instituição financeira.

Ao mesmo tempo, Brito acusou a oposição de tentar construir uma “cortina de fumaça” e promover um “massacre midiático” contra Wagner. Segundo ele, a reação adversária teria como objetivo conter o crescimento político da chapa governista na Bahia.

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Written by

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, com área de concentração em Cultura, Desigualdades e Desenvolvimento, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e ex-aluno especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, sendo filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ – Registro nº 14.405), à Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ – Registro nº 4.518) e à Associação Bahiana de Imprensa (ABI-BA). É diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). Integra a Maçonaria regular, exercendo o cargo de Mestre Instalado da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Maçônica ∴ Harmonia, Luz e Sigilo, nº 46.