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JR ENTREVISTA: Rogério Marinho associa cúpula do governo Lula à ‘gênese’ do Master na Bahia

Fonte: noticias.r7.com | Data: 18/06/2026 23:10:43

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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre as investigações da Operação Cúmplice Zero, criticou a condução de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e detalhou propostas de segurança pública para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

O senador afirmou que o crescimento do Banco Master, alvo de investigações recentes, teve origem em decisões tomadas durante gestões petistas no governo da Bahia. Marinho citou nominalmente o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner. De acordo com o parlamentar, o processo começou com a venda do Credcesta, instituição estadual que atendia servidores públicos.

“O Banco Master começa a existir e com esse tamanho […] a partir de uma decisão tomada pelo governo da Bahia, do atual e do ex-chefe da Casa Civil do governo do Lula, o Rui Costa, e do então secretário de governo, o Jaques Wagner”, declarou Marinho.

Ele classificou a relação como uma “promiscuidade” iniciada no estado e afirmou que a instituição se tornou protagonista no mercado financeiro sob o “benefício e conivência do poder público”.

Críticas ao STF

Ao comentar a situação jurídica do país, Marinho disse que o Brasil vive hoje uma “jurisprudência da exceção”. O senador criticou a duração do inquérito das fake news e a centralização de funções em magistrados do STF. “O ministro [Alexandre de Moraes], ele é vítima e é juiz, é carcereiro e executor da pena”, afirmou o líder da oposição.

O parlamentar também afirmou que o sistema judiciário brasileiro tem sido questionado internacionalmente. Segundo Marinho, cortes de países como Itália e Espanha negaram extradições por entenderem que havia “excessos por parte do judiciário brasileiro, que não estava cumprindo o devido rito legal”.

Marinho apresentou as diretrizes de segurança pública defendidas pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, incluindo a redução da maioridade penal para 16 anos (e 14 anos em casos de crimes hediondos) e o fim da progressão de regime para condenados por crimes hediondos.

Ele também defendeu o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para todos os cidadãos que possuam medidas protetivas contra si em casos de violência contra a mulher.

No encerramento, o senador avaliou a situação econômica do país e afirmou que o atual governo deixará uma “herança maldita” para as próximas gerações. Ele apontou um déficit nominal próximo de R$ 1 trilhão por ano e o crescimento da dívida pública. “O governo do PT é como uma praga de saúva, uma praga de gafanhoto, ele devora tudo ao seu redor”, concluiu.

O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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