Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Conta de energia pode ficar mais cara em Rondônia caso El Niño provoque seca severa

Fonte: jaruonline.com.br | Data: 19/06/2026 15:58:16

🔗 Ler matéria original

Os consumidores de Rondônia podem enfrentar aumento na conta de energia elétrica caso um novo episódio do fenômeno El Niño provoque redução significativa das chuvas e dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras.

Embora ainda não exista anúncio de aumento específico relacionado ao El Niño, especialistas do setor elétrico alertam que períodos de estiagem prolongada costumam elevar os custos de geração de energia no país. Quando os reservatórios das usinas hidrelétricas ficam com níveis baixos, o Operador Nacional do Sistema precisa acionar usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.

Esse aumento nos custos é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras tarifárias da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Dependendo das condições de geração, as bandeiras podem passar de verde para amarela ou vermelha, resultando em cobranças adicionais nas contas de luz.

Em Rondônia, os consumidores já enfrentaram reajuste tarifário aprovado pela ANEEL em dezembro de 2025. O aumento para a classe residencial foi de 14,64%, enquanto o efeito médio para os consumidores atendidos pela Energisa Rondônia chegou a 15,72%.

Atualmente, a tarifa residencial da Energisa Rondônia está em torno de R$ 0,745 por quilowatt-hora (kWh), valor que pode sofrer impacto adicional caso as bandeiras tarifárias indiquem aumento nos custos de geração.

Apesar de Rondônia ser um dos maiores produtores de energia hidrelétrica do país, abrigando importantes usinas no Rio Madeira, o valor pago pelos consumidores depende das condições do Sistema Interligado Nacional como um todo. Isso significa que problemas climáticos em outras regiões também podem influenciar diretamente a conta de luz dos rondonienses.

A expectativa do setor elétrico é de acompanhamento constante das condições climáticas nos próximos meses. Caso o período seco seja mais intenso do que o previsto, existe a possibilidade de acionamento de bandeiras tarifárias mais caras, aumentando o valor final pago pelos consumidores.