Será que foi ela quem matou Arthur? – Tribuna do Norte
Fonte: tribunadonorte.com.br | Data: 20/06/2026 00:30:37
Redação Tribuna do Norte
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A pergunta que está na boca do telespectador: Afinal, se não foi Adriana (Letícia Colin), a esposa, presa nesta quarta-feira, quem então matou Arthur Brandão (Antônio Fagundes)?
Vale lembrar o que disse Fagundes ao deixar a novela: “Nem eu mesmo sei. Foram gravados cinco finais diferentes”. É preciso manter o segredo em segredo. Nessa altura, se o culpado fosse revelado, seria o mesmo que começar um livro de Agatha Christie lendo o último capítulo.
Por esse motivo, apesar de estar sendo apresentada como a suspeita número 1, é provável que Pilar (Isabel Teixeira), a grande vilã da novela, não seja a mulher – ou homem? – que empurrou Arthur do alto do edifício.
Segundo uma tradição do romance policial inglês, o mordomo é culpado. Isto é, se não foi o assassino, teria motivos de ser. E Pilar realmente teria todos os motivos para matar o irmão. E agora, com o golpe que Arthur deu na família casando-se com Adriana, o contragolpe de Pilar foi matá-lo, e, com ajuda de um advogado (Dan Stulbach), incriminar a viúva.
E assim, somente assim, será a herdeira da fortuna do irmão.
Mas outros suspeitos estão surgindo e Walcyr Carrasco, o principal autor de “Quem Ama Cuida”, está conseguindo manter o suspense da dúvida.
Como atriz, também como personagem, cinco Estrelas para Isabel Teixeira.
COPA
Triste o futebol de um país que fala mais sobre um jogador que não está jogando do que dos onzes que estão jogando.
BEIJO
Foi exagerado o beijo na boca de Pedro (Chay Suede) e Adriana (Letícia Colin) dado no tribunal perante o juiz. O que era para ser um gesto afetuoso, de solidariedade, virou um demorado beijo erótico. Numa situação dramática, ao saber que a heroína foi condenada há 12 anos de prisão, não havia clima para o telespectador apreciar essa cena amorosa.
A HISTÓRIA ATRAVÉS DA HISTÓRIA DA TRIBUNA DO NORTE
Manchete
3 milhões de cariocas foram às ruas ovacionar os “Campeões do Mundo”.
Chegada triunfal, às 17,15 horas no aeroporto do Galeão.
Escolta de 16 aviões a jato – Povo cortou cordão policial no aeroporto – O desfile pelas ruas até o Palácio do Catete – Recepção de Juscelino e entrega de medalhas de ouro.
Tribuna do Norte, 5ª feira, 3 de julho de 1958. Ano IX. Número 85. Edição de hoje, 8 páginas, preço, CR$ 2,00.
(Observação: a partir de 1958 a TN passou a adotar o número de edições publicadas anualmente).
OPINIÃO DO LEITOR
Parabenizo a nova administração da Tribuna do Norte pelas duas comemorações históricas sobre o aniversário dos 75 anos: o registro da História do jornal em edição especial e a publicação em livro.
Sou leitor da TN desde a adolescência, começo dos anos 50, através da assinatura feita pelo meu avô, José Bezerra Marinho.
Em 1955, como colaborador, com uma coluna sobre cinema, foi na TN que comecei a minha carreira no jornalismo local.
Hoje, quando vivemos a crise da imprensa escrita, com a morte de jornais, é uma alegria continuar podendo ler diariamente a Tribuna do Norte.
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