Corte inédito na produção de energia preocupa usinas de cogeração no país – Edição do dia – MegaWhat
Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 22/06/2026 09:33:14
Reportagem do Globo Rural explica que o corte de geração de energia (conhecido como “curtailment”) determinado pelo Operador do Sistema Nacional (ONS) em 7 de junho às usinas tipo 3, que incluem plantas de cogeração a partir de biomassa de cana-de-açúcar, teve impacto limitado na produção sucroalcooleira.
Porém, as empresas, que já estavam preocupadas com esses episódios e suas consequências, não encontraram alento na experiência. No dia 6, um sábado, o ONS avisou às 12 distribuidoras que elas teriam que reduzir a geração em 1 gigawatt (GW) no dia 7, das 10h às 14h. Coube a cada distribuidora alocar o corte entre suas usinas associadas e avisá-las um dia antes, como previsto no Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição do ONS entregue à Aneel.
(…) Mas os cortes nas usinas térmicas a biomassa não são tão simples como nas fotovoltaicas e eólicas, explica a reportagem. Há um receio no setor sucroenergético de que acionamentos do plano de corte prejudiquem o ritmo de moagem de cana e de produção de açúcar e etanol, além de gerar instabilidade operacional em seu sistema.
Como as usinas a biomassa utilizam a energia térmica da queima do bagaço da cana para gerar energia e vapor, que também são consumidos em suas próprias usinas, o receio é de que mesmo uma mera redução da geração já afete a geração de vapor e dificulte a manutenção do ritmo de moagem. O temor é maior com relação às usinas que não possuem turbinas de condensação, o que é a realidade da maioria do setor.
Aliança Energia, da Vale, incorpora complexo eólico e aumenta capacidade instalada em 9%
A Aliança Energia ampliou a capacidade instalada do parque gerador da empresa em 9% ao incorporar o complexo eólico Caetité, de 193 megawatts (MW) de potência. Com a operação, a empresa de energias renováveis da mineradora Vale passou a deter 2.382 MW de capacidade instalada.
O complexo eólico foi adquirido pela Aliança Energia da Pontal Energy em dezembro de 2025, por um valor não divulgado na ocasião. O complexo localiza-se no Sudoeste da Bahia e possui 46 aerogeradores, cada um com potência de 4,2 MW. Caetité foi inaugurado em outubro de 2024 e está conectado à Subestação Igaporã III por meio de uma linha de transmissão de 230 quilovolts (kV), com cerca de 24 quilômetros de extensão. (Valor Econômico)
CPFL defende que baterias alcancem 10% da demanda por energia no Brasil
O diretor de Estratégia e Inovação da CPFL, Bruno Monte, defendeu na quinta-feira (18) que o Brasil acelere a contratação de armazenamento para chegar a 10% da carga nacional, que hoje gira em torno de 80 GW med (gigawatts médios). Para o executivo, o país já deveria ter algo entre 8 GW a 10 GW de baterias contratadas.
“Quando olhamos para experiências internacionais, como Austrália, Chile, Estados Unidos, China, o número é de 10% a 15% da carga do país em armazenamento que eles já têm implementado”, afirmou a jornalistas após participar de painel sobre o tema no Enase (Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico), no Rio de Janeiro. Bruno destaca, no entanto, que o primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para dezembro, não deve resolver toda a necessidade de armazenamento do sistema. (Agência Infra)
Consumo de energia durante jogo do Brasil contra o Haiti foi até 9,6% menor que em dia típico
O consumo de energia elétrica durante o último jogo da seleção brasileira na Copa, diante do Haiti, na noite de nesta sexta-feira (19), foi até 9,6% menor do que o registrado no mesmo horário numa sexta-feira típica, conforme levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que mantém operação especial para o evento.
A instituição informou que a partir das 20h30, observou-se uma redução de 6.700 megawatts (MW) na carga (consumo + perdas elétricas), montante equivalente à carga média do Estado do Rio de Janeiro.
O consumo manteve trajetória de queda ao longo do primeiro tempo, movimento esperado também por conta do horário da partida, quando usualmente residências e grande parte dos estabelecimentos comerciais reduzem as atividades. No entanto, o ritmo de queda foi maior, cerca de 7.500 MW abaixo de um dia típico. (Agência Eixos)
PANORAMA DA MÍDIA
Valor Econômico: As exportações brasileiras para os EUA caíram ao menor nível em 30 anos depois do tarifaço do governo Donald Trump em julho de 2025, com quase todos os Estados sentindo queda nas vendas. O cenário indica o que pode vir nos próximos meses caso as novas sobretaxas virem realidade. A fatia dos EUA nas vendas brasileiras recuou para 9,3% do total exportado pelo país entre agosto de 2025 e maio de 2026 – as tarifas, que chegaram a 50% para alguns itens, foram anunciadas em 31 de julho de 2025.
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Folha de S. Paulo: A Colômbia seguiu a tendência de El Salvador, Argentina, Equador e Chile e entrou na onda de ultradireita que varre a região da América Latina nos últimos anos. Neste domingo (21), o país foi às urnas e elegeu em uma votação apertada com comparecimento recorde Abelardo de la Espriella presidente.
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O Estado de S. Paulo: De la Espriella ficou conhecido por ter defendido casos controversos envolvendo paramilitares e pessoas da elite econômica. Duplo cidadão americano e colombiano, ele registrou sua candidatura coletando assinaturas de cidadãos, recusando o apoio de partidos políticos e de grandes grupos empresariais, o que contribuiu para seu apelo popular.
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O Globo: Da coleta de lixo aos hospitais, passando pelos ônibus urbanos e pelas entregas dos Correios, o fim da escala 6×1 deve impor aumento de custos para os serviços públicos. A proposta em discussão no Congresso pode exigir novas contratações e elevar o custo de contratos terceirizados mantidos por estados, municípios e empresas públicas, segundo especialistas e gestores.