Terminou o julgamento dos acusados de participação na morte do turista piauiense Audete Rogério Saldanha, crime ocorrido em agosto de 2024 na comunidade do Oitão Preto, em Fortaleza. O caso teve grande repercussão à época por envolver uma vítima que estava na capital cearense a trabalho.
O principal réu do processo, Francisco Cauã Lobato da Silva, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 35 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado. A sentença inclui os crimes de homicídio, duas tentativas de homicídio e participação em organização criminosa.
Além da pena de prisão, Francisco Cauã deverá pagar uma indenização de R$ 40,5 mil à família de Audete Rogério Saldanha. Também foi determinada a indenização de R$ 10 mil para cada uma das duas vítimas que sobreviveram ao atentado.
O crime ocorreu na noite de 11 de agosto de 2024. Audete estava em Fortaleza acompanhado de dois amigos para participar de um congresso profissional. O grupo se deslocava pela cidade em uma caminhonete particular e retornava para a hospedagem quando seguiu uma rota indicada por um aplicativo de navegação.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará, após perder um acesso na região central da cidade, o motorista foi direcionado para uma rota que passava pela comunidade do Oitão Preto. Ao entrarem na área, os ocupantes do veículo teriam sido atacados por usuários de drogas, que arremessaram pedras contra o carro.
Ainda de acordo com a acusação, o motorista tentou seguir viagem, mas encontrou uma barricada montada na via. Foi nesse momento que os criminosos passaram a efetuar disparos contra o veículo. Audete, que estava no banco traseiro, foi atingido pelos tiros e morreu no local. Os dois amigos conseguiram escapar e sobreviveram.
O Ministério Público também sustentou que as vítimas transportavam cerca de R$ 8 mil em espécie, valor que teria sido roubado durante a ação criminosa. No entanto, o Tribunal do Júri absolveu os acusados da imputação relacionada ao roubo.
O segundo réu do processo, Igor Victor da Silva Fernandes, foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão por participação em organização criminosa. Contudo, ele foi absolvido da acusação de homicídio.
Com a decisão do júri, o caso chega a uma conclusão na primeira instância da Justiça, encerrando um dos processos criminais de maior repercussão registrados em Fortaleza nos últimos anos.