RS tem 4ª maior proporção de empregados com carteira assinada, diz IBGE
Fonte: leouve.com.br | Data: 14/08/2026 19:05:31
O Rio Grande do Sul registrou a quarta maior proporção de empregados do setor privado com carteira assinada do país no segundo trimestre de 2026. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), 80,9% dos empregados do setor privado no Estado tinham carteira assinada. O índice nacional ficou em 74,4%.
O percentual representa cerca de 2,595 milhões de trabalhadores no Rio Grande do Sul. O Estado ficou atrás de Santa Catarina, com 86,7%; São Paulo, com 82%; e Mato Grosso do Sul, com 81%.
Desemprego fica abaixo da média brasileira
A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul ficou em 4,2% no segundo trimestre. No primeiro trimestre de 2026, era de 4%, enquanto no mesmo período de 2025 estava em 4,3%. No Brasil, o desemprego chegou a 5,4% entre abril e junho.
Em todo o país, a taxa de desocupação recuou 0,7 ponto percentual diante do primeiro trimestre, quando estava em 6,1%. Treze das 27 unidades da Federação registraram queda no período.
RS soma 5,9 milhões de pessoas ocupadas
O número de pessoas ocupadas no Rio Grande do Sul chegou a 5,902 milhões. São cerca de 7 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior e 38 mil acima do registrado no mesmo período de 2025. O setor privado reunia aproximadamente 3,2 milhões de empregados, com crescimento de 2% na comparação anual.
Entre as atividades econômicas, comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas reuniam 1,109 milhão de trabalhadores. A indústria geral somava 973 mil ocupados. Também houve avanço em áreas como informação e comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, além de administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
Rendimento médio chega a R$ 4.169
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores do Estado ficou em R$ 4.169 no segundo trimestre. O valor caiu 0,9% em relação aos três primeiros meses do ano, mas avançou 5,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
A massa de rendimento mensal alcançou R$ 24,183 bilhões, crescimento de 6,2% em um ano.
Informalidade fica em 29,6%
A taxa de informalidade no Rio Grande do Sul ficou em 29,6%, a quarta menor entre as unidades da Federação. No Brasil, o indicador foi de 37,4% no segundo trimestre.
O número de pessoas desalentadas no Estado também recuou. O contingente passou de cerca de 55 mil no segundo trimestre de 2025 para 41 mil entre abril e junho deste ano, queda de 26,6%.
Pela definição do IBGE, são consideradas desalentadas as pessoas que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas deixaram de procurar uma vaga por razões como falta de trabalho adequado, ausência de experiência ou qualificação, inexistência de oportunidades na região ou dificuldades relacionadas à idade.