NAM Atlântico chega pela primeira vez à Elevação do Rio Grande
Fonte: defesaemfoco.com.br | Data: 04/09/2026 12:38:45
A presença inédita do NAM “Atlântico” na Elevação do Rio Grande colocou o principal navio da Esquadra brasileira em uma região que reúne interesses estratégicos, científicos e econômicos no Atlântico Sul. Durante a Operação “Sentinela”, a Marinha combinou vigilância, adestramentos, formação de futuros oficiais e apoio a pesquisadores, enquanto aeronaves SH-16 e AH-11B realizaram operações de esclarecimento na área.
Operação Sentinela leva Capitânia da Esquadra à ERG

A Marinha do Brasil realizou a Operação “Sentinela” entre 26 de agosto e 1º de setembro na Elevação do Rio Grande (ERG). Pela primeira vez, a ação de presença na região contou com o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, Capitânia da Esquadra, que operou em conjunto com as Fragatas “Tamandaré” e “União” e com aeronaves da Aviação Naval.
Durante a comissão, o “Atlântico” alcançou mais de 730 quilômetros de afastamento do litoral brasileiro. A Elevação do Rio Grande é uma formação submarina que se estende pelo Atlântico Sul e, em seus pontos mais distantes, chega a aproximadamente 1.200 quilômetros da costa.
A presença na área também envolveu operações de esclarecimento conduzidas pelos helicópteros SH-16 (Guerreiro) e AH-11B (Super Lynx). Segundo a Marinha, essas ações ampliaram a capacidade de vigilância dos meios de superfície e contribuíram para o patrulhamento da região. Durante a atividade, não foram detectadas embarcações estrangeiras.
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Missão reúne pesquisa científica e formação de futuros oficiais

A Operação “Sentinela” também incorporou atividades científicas e de formação. Estiveram embarcados no “Atlântico” 40 Aspirantes da Escola Naval e 15 pesquisadores das áreas de Ecologia, Biologia Marinha e Oceanografia, vinculados a seis instituições brasileiras de ensino e pesquisa.
Os pesquisadores eram ligados à FURG, UFES, UFPA, USP, UFSCar e UFF. O embarque permitiu associar a formação prática dos futuros Oficiais da Marinha à produção de conhecimento científico sobre uma região considerada estratégica para o Brasil. A comissão também contou com palestra sobre Direito Marítimo.
A operação ainda serviu para o adestramento dos meios da Esquadra. Entre as atividades realizadas esteve o Fast Rope, conduzido com um AH-11B e um destacamento de Mergulhadores de Combate. A técnica permite a infiltração rápida de militares de Operações Especiais a partir de aeronaves em locais onde o helicóptero não pode pousar.
Elevação do Rio Grande reúne interesse estratégico e científico
A Elevação do Rio Grande possui área superior a 900 mil km² no fundo do oceano e apresenta importância estratégica, científica e econômica. Segundo as informações apresentadas pela Marinha, a região abriga depósitos minerais e elementos químicos associados a diferentes cadeias produtivas de alta tecnologia.
As pesquisas realizadas na região também contribuem para a produção de dados relacionados ao pleito brasileiro de extensão da Plataforma Continental. Em dezembro de 2018, o Brasil apresentou à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) uma proposta relativa às margens Oriental e Meridional que inclui a Elevação do Rio Grande.
Nesse cenário, a Operação “Sentinela” reuniu presença naval, monitoramento e pesquisa científica em uma mesma comissão. A participação inédita do NAM “Atlântico” demonstrou a capacidade do principal navio da Esquadra de operar a grande distância do litoral, integrado a fragatas e aeronaves da Aviação Naval em uma área oceânica de interesse estratégico para o País.
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