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Embalado por pauta anti-STF, PL sai na frente na disputa pelo Senado, com PT na sequência

Fonte: estadao.com.br | Data: 05/09/2026 05:50:35

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Eleições 2026: Cinco curiosidades sobre o Senado

Pleito deste ano vai renovar dois terços da Casa; saiba mais sobre esse cargo. Crédito: Estadão

BRASÍLIA – Embalado pelo discurso de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, os candidatos bolsonaristas saíram na frente na corrida pelas cadeiras do Senado nas eleições de outubro.

Se o pleito ocorresse hoje, e o resultado das urnas correspondesse às pesquisas de intenção de voto da Quaest, o Partido Liberal conquistaria 14 das 54 vagas em disputa.

Michelle Bolsonaro é a candidata do PL ao Senado com maior folga na disputa, marcando 25% das intenções de voto no DF, segundo a Quaest

 

Foto: Wilton Junior/Estadão

Em seguida vêm PT, com nove vagas, o MDB com sete e o PP com cinco. O levantamento do Estadão considerou o Distrito Federal e os 24 Estados em que o instituto realizou pesquisas desde o início da campanha eleitoral. Ficaram de fora da estimativa Ceará e Piauí, ainda sem números atualizados.

O PL tem hoje a liderança completa em dois Estados: Reinaldo Azambuja (22%) e Capitão Contar (15%) no Mato Grosso do Sul; e Dr. Fernando Máximo (17%) e Bruno Bolsonaro Sheid (11%) em Rondônia. Neste último caso, no entanto, Scheid está empatado com Sílvia Cristina (PP) – ambos foram contabilizados no levantamento.

O Norte surge como região-chave para o PL. É onde a legenda dá sua melhor largada: seis de seus candidatos lideram as pesquisas. Além dos dois em Rondônia, há Eduardo Gomes (14%), no Tocantins; Márcio Bittar (14%), no Acre; Nicoletti (17%), em Roraima; e Capitão Alberto Neto (16%), no Amazonas.

As vagas estão longe de garantidas, uma vez que a disputa pelo Senado costuma ser decidida próxima da data da votação, quando os eleitores passam a dar mais atenção aos nomes que vão escolher. Por isso, as taxas de indecisão são altas: uma média de 22%, chegando a 37% no Rio Grande do Sul. Na outra ponta, o Amapá, onde Rayssa Furlan (Podemos) lidera com 27%, apenas 11% das pessoas ainda não sabem em quem votar.

No entanto, o PL tem um desempenho muito acima da média em um dos Estados, onde a perda da vaga poderá ser considerada uma reviravolta inesperada. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro lidera com 25% das intenções de voto, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 17%, Erika Kokay (PT), com 12%, e os demais candidatos, com apenas um dígito na sondagem.

Exceto pelos já citados Azambuja, Máximo e Alberto Neto, as posições estão ameaçadas por candidatos competitivos. Nem mesmo Carlos Bolsonaro (16% em Santa Catarina), que carrega o poderoso sobrenome, se descolou dos demais. No Estado, Esperidião Amin (PP) está à frente com 19%, enquanto a outra bolsonarista, Carol De Toni (PL), aparece com 12%, correndo o risco de ser jogada para fora da pista pelo correligionário forasteiro.

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Já o PT do presidente Lula tem sua força no Nordeste, em especial na Bahia, onde caminha hoje para conquistar as duas vagas, com Rui Costa (23%) e Jaques Wagner (17%), bem à frente de João Roma (PL), que tem 7%, e Angelo Coronel (Republicanos), com 5%.

Outro Estado nordestino, Pernambuco, pode dar a Humberto Costa (13%) a terceira vaga na região – ele está somente atrás de Marília Arraes (PDT), com 16%. Já em Sergipe, Rogério Carvalho está empatado com Delegado André David (Republicanos) com 11%, na liderança.

No Estado-pêndulo de Minas Gerais, o partido vem superando o antipetismo arraigado com Dilma Rousseff e Fernando Pimentel e hoje vê a ex-prefeita de Contagem Marília Campos liderar com 15%. Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL) seguem atrás, com 8% cada um.

A surpresa até o momento é o desempenho do PT na Região Sul. O retrato do momento elegeria Gleisi Hoffmann (11%) no Paraná, onde Alexandre Curi (Republicanos) lidera com 15%, e Paulo Pimenta (9%) no Rio Grande do Sul, em que Manuela d’Ávila (PSOL) está à frente da pesquisa. É o único Estado em que o PSOL teria uma vaga garantida neste momento de acordo com a Quaest.

O MDB e o PP aparecem como a terceira força da eleição ao Senado de acordo com a fotografia dada pela Quaest. O primeiro tem sua força no Nordeste, aparecendo bem posicionado em Alagoas, Maranhão e Paraíba, e no Norte, com Roraima, Pará e Amazonas. Já o segundo está mais disperso pelo Brasil, à frente nas pesquisas em todas as regiões, menos o Centro-Oeste.

Ainda que os dois partidos estejam empatados no critério do levantamento e liderando as pesquisas em regiões distintas, em Alagoas a rivalidade deve aparecer na disputa entre os rivais Arthur Lira (PP), com 20%, e Renan Calheiros (MDB), com 18%. Até o momento, eles estão com as duas vagas no Estado, mas Marina JHC (PSDB), com 15%, também está próxima da vaga.

Corrida pelo Senado

As vagas conquistadas por cada partido se a eleição ocorresse hoje, de acordo com os dados da Quaest:

  • PL: 14
  • PT: 9
  • MDB: 7
  • PP: 5
  • União: 3
  • PDT: 3
  • PSD: 3
  • Podemos: 2
  • PSB: 2
  • Republicanos: 2
  • PSOL: 1
  • Rede: 1

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