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IFMS de Coxim fazendo bonito: Gygagirls coloca Coxim entre os destaques da robótica em MS

Fonte: diariodoestadoms.com.br | Data: 08/09/2026 16:30:58

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A criatividade de quatro estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS)  Campus Coxim ganhou destaque na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada em Campo Grande. A equipe Gygagirls conquistou o terceiro lugar da competição e, por uma diferença mínima, deixou escapar uma posição ainda mais alta no pódio.

O resultado é especialmente significativo porque não se trata da primeira experiência vitoriosa do grupo. Esta é a segunda vez que as estudantes chegam ao pódio estadual da OBR, consolidando a equipe como uma das forças da robótica estudantil no município de Coxim.

Formada por Giovanna Ribeiro Siqueira, líder da equipe, além de Bruna Gomes Talaride, Ana Clara Marcato de Lira e Vitória Nayara Rodrigues Araújo, a Gygagirls chegou à fase estadual depois de vencer a etapa regional realizada em Coxim.

Mas foi a maneira de apresentar o projeto que ajudou a equipe a chamar a atenção.

Em vez de apostar apenas na parte técnica, as estudantes construíram uma proposta que aproximou robótica e cultura brasileira. O projeto apresentado pelas Gygagirls foi inspirado no universo de Sítio do Picapau Amarelo, clássico da literatura nacional criado por Monteiro Lobato.

A ideia transformou personagens e elementos conhecidos de gerações de brasileiros em parte de uma experiência de teatro robótico.

A escolha não foi apenas estética. Ao unir programação, construção de mecanismos, narrativa e referências culturais, as estudantes demonstraram que a robótica também pode ser utilizada como ferramenta de expressão e criação.

Foi justamente durante o contato direto com os avaliadores que o trabalho alcançou um de seus momentos mais fortes.

Na entrevista diante dos jurados, as Gygagirls conseguiram a maior pontuação entre todas as equipes participantes da competição. O desempenho ficou a apenas um ponto da nota máxima.

A avaliação mostrou que o projeto não dependia somente de um robô funcionando corretamente. As estudantes também precisaram explicar suas escolhas, apresentar o processo de desenvolvimento e demonstrar domínio sobre aquilo que haviam construído.

E a diferença final para o primeiro lugar mostra o quanto a disputa foi equilibrada.

As Gygagirls terminaram a competição somente dois pontos atrás da equipe campeã, resultado que evidencia a proximidade entre os trabalhos apresentados e o elevado nível técnico alcançado pelas estudantes.

Por trás do terceiro lugar existe um processo que envolve pesquisa, testes, erros, ajustes e, principalmente, trabalho coletivo.

Para as quatro integrantes, o pódio representa a materialização de um projeto construído com dedicação e criatividade. Cada etapa exigiu que elas encontrassem soluções para transformar uma ideia em algo capaz de funcionar e, ao mesmo tempo, ser apresentado aos avaliadores.

É justamente essa combinação que torna a experiência da OBR relevante para a formação dos estudantes: a competição estimula conhecimentos de ciência e tecnologia, mas também exige comunicação, organização, criatividade e capacidade de trabalhar em equipe.

A conquista das Gygagirls também projeta o nome do IFMS Campus Coxim no cenário estadual da robótica e mostra que projetos desenvolvidos fora dos grandes centros podem alcançar resultados expressivos.

Depois de vencer a etapa regional em casa, a equipe levou o nome de Coxim para Campo Grande e voltou com mais um pódio estadual.

Mais do que uma colocação em uma competição, o resultado revela o potencial de estudantes que encontram na educação tecnológica espaço para transformar ideias em projetos concretos.

E, neste caso, a receita teve uma combinação pouco comum: robôs, programação, literatura brasileira e quatro jovens dispostas a provar que criatividade e tecnologia podem caminhar lado a lado.