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CVM multa Banco Master e Daniel Vorcaro por fraude em fundo

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 08/09/2026 21:10:57

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O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou o Banco Master, Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, Felipe Vorcaro e a Viking Participações por fraude com cotas de um fundo de investimento imobiliário (FII). As multas aplicadas aos 16 réus culpados somam R$ 203 milhões, segundo a reguladora.

O caso envolve a terceira emissão de cotas do Brazil Realty FII, iniciada em outubro de 2018. A acusação aponta que ativos superavaliados por meio de laudos foram usados para integralizar cotas do fundo, conferindo liquidez a esses bens. Posteriormente, as cotas foram vendidas a outros fundos, convertendo os ativos em recursos financeiros.

As cotas circularam no mercado secundário, inclusive entre fundos administrados pelo grupo dos acusados. A área técnica da CVM indicou que as operações funcionavam como mecanismo de transferência de recursos entre cotistas relacionados, já que as três companhias investidas pelo fundo possuíam vínculos com os cotistas.

O prejuízo concretizado no mercado secundário atingiu R$ 5,8 milhões. Entre os afetados estão fundos de investimento e regimes próprios de previdência de servidores (RPPS). O diretor relator, João Accioly, afirmou que a coordenação do esquema ficou revelada pela posição compradora dos veículos de Daniel Vorcaro e a posição vendedora de outros veículos.

Accioly informou que, embora a defesa de Vorcaro tenha alegado prejuízo na pessoa física, o Banco Master e a Viking Participações obtiveram ganhos de R$ 11,7 milhões. O presidente da CVM, Otto Lobo, mencionou que houve quatro tentativas frustradas de acordo e que o episódio evidencia a necessidade de a supervisão monitorar o mercado em tempo real.

A Índigo/Sefer Investimentos recebeu a maior penalidade, de R$ 24 milhões. Daniel e Henrique Vorcaro foram multados em R$ 20 milhões cada, enquanto o Banco Master pagará R$ 12,5 milhões e a Viking, R$ 10 milhões. Felipe Vorcaro foi condenado ao pagamento de R$ 5 milhões. Os réus não responderam aos contatos até a publicação da matéria.