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Planos de saúde têm lucro de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre, queda de 10%

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 16/09/2026 16:05:36

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Resultado líquido, que considera remuneração das aplicações financeiras das operadoras, foi a R$ 11 bilhões

Dados financeiros do primeiro semestre foram divulgados pela ANS
Dados financeiros do primeiro semestre foram divulgados pela ANS — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

Operadoras de planos de saúde encerraram o primeiro semestre de 2026 com lucro operacional de R$ 5,6 bilhões, uma queda de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o resultado líquido, que também considera a remuneração das aplicações financeiras das operadoras em meio a altas taxas de juros, alcançou R$ 11 bilhões, 12% abaixo do registrado nos primeiros seis meses de 2025.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta quarta-feira.

Apesar do resultado consolidado do setor ter ficado ligeiramente abaixo do que o observado no primeiro semestre do ano passado, 76% das operadoras, ou seja, 596 empresas encerraram o período no azul.

Entre janeiro e junho, operadoras de planos de saúde médico-hospitalares — principal segmento do setor — acumularam R$ 201 bilhões em receita, a maior parte disso, cerca de R$ 179 bilhões, das mensalidades pagas pelos usuários.

Lucro financeiro sobe

Além do resultado operacional, representado pela diferença entre as mensalidades recebidas e as despesas assistenciais, comerciais e administrativas, os ganhos financeiros impactaram positivamente os resultados das empresas.

As aplicações financeiras das operadoras alcançaram R$ 142,3 bilhões, avanço de 9,2% contra o primeiro semestre do ano passado.

Num cenário de alta da taxa Selic, hoje em 14%, os investimentos das operadoras cresceram em 10,3%, chegando a R$ 7,5 bilhões, contra R$ 6,8 bilhões entre janeiro e junho de 2025.

— É importante entender contexto. Tivemos neste ano o provisionamento técnico de R$ 2,7 bilhões de uma grande operadora e a reorganização societária de outra, o que explica a queda no resultado líquido. Tirando esses efeitos, os resultados têm se mantido muito próximo ao ano passado — explicou Washington Alves, gerente de Habilitação e Estudos de Mercado da ANS.

Sinistralidade

A taxa de sinistralidade — fatia da receita das operadoras usada para custear a assistência aos usuários — ficou em 81,9% no primeiro semestre, 0,8 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado

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