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Governo Lula celebra aumento de apoio em pesquisa sobre crise do Banco Master

Fonte: diariodoestadogo.com.br | Data: 21/09/2026 21:01:24

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou dados da pesquisa Quaest que apontam um aumento significativo no percentual de entrevistados que associam a crise do Banco Master à família Bolsonaro. De acordo com o levantamento, 21% dos participantes veem os Bolsonaro como os principais afetados pelo escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na rodada anterior da pesquisa, realizada anteriormente, somente 15% dos entrevistados atribuíram o maior impacto da crise à família Bolsonaro. Essa alta de seis pontos percentuais é considerada, internamente, como o dado mais favorável do levantamento para o governo. Além disso, a pesquisa indica que a percepção de que a crise afeta a todos de forma generalizada caiu de 46% para 37%, refletindo uma conexão mais direta com os Bolsonaro.

Outro dado revelado pela pesquisa foi a leve queda na parcela que aponta o Supremo Tribunal Federal como o principal prejudicado pela crise, que passou de 17% para 16%. Em contrapartida, a percepção de que o presidente Lula é o mais afetado pelo caso teve um pequeno aumento, indo de 9% para 11%.

Aliados de Lula também ficaram otimistas com o crescimento do presidente entre mulheres e pessoas de menor renda, dois segmentos destacados na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21). Esses resultados foram interpretados como uma leitura positiva, uma vez que a crise do Banco Master não provocou desgaste relevante para o governo até agora.

No Palácio do Planalto, existia a preocupação de que Lula fosse diretamente associado à turbulência no STF e que isso pudesse resultar em perdas significativas na disputa eleitoral. Contudo, essa avaliação não se confirmou até o momento, apesar de um pequeno aumento nos entrevistados que veem o presidente como o mais prejudicado.

A crise do Banco Master ganhou novos contornos após revelações sobre vínculos entre Vorcaro e ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes. Também teve destaque uma sessão tensa do tribunal na semana passada, marcada por acusações e ataques entre magistrados, o que agravou a situação.

Apesar dos desafios, integrantes do governo avaliam que a instabilidade no Supremo ainda pode influenciar o cenário político nas próximas semanas. A expectativa é de que as tensões na corte não tenham uma trégua imediata, o que pode manter a crise em pauta e sua repercussão nas discussões políticas.

Esses dados da pesquisa Quaest, aliada às análises da crise do Banco Master, mostram um momento interessante na política brasileira, onde percepções e realidades vão se entrelaçando em um período ainda nebuloso para o governo e para o cenário eleitoral.