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Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet à frente das investigações sobre Master e Vorcaro

Fonte: exame.com | Data: 25/09/2026 16:39:45

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria para manter a atuação do procurador-geral, Paulo Gonet, nos casos relacionados ao Banco Master, apesar de Gonet ter comparecido a um evento patrocinado por Daniel Vorcaro em Londres, em 2024, ocasião em que participou de uma degustação de charutos com o banqueiro. No momento da publicação desta reportagem, o placar era de 6 votos a 0 contra declará-lo suspeito para atuar nas investigações. São 9 votos.

O órgão também vota uma segunda proposta, para abrir uma investigação interna para apurar a atuação de Gonet após ele ser mencionado em mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro por celular. Entre elas, está uma em que o ex-banqueiro pergunta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, se era possível “reverter” as investigações sobre o Master junto ao procurador-geral da República. Nessa votação, há até o momento um empate, com 3 votos a 3.

O Conselho analisa o caso após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que solicitaram o afastamento de Gonet das investigações relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro e que um subprocurador-geral fosse designado para atuar em seu lugar. A sessão é presidida pelo vice-presidente do órgão, Nicolao Dino, subprocurador da República e irmão do ministro Flávio Dino, do STF. Gonet preside o Conselho, mas não atua nesta sessão por ser alvo da representação.

O relator do caso no CSMPF, Francisco Sanseverino, foi contrário à abertura de um procedimento para investigar a conduta de Gonet e favor de mantê-lo à frente dos casos relacionados a Vorcaro. “Eventual questão processual de impedimento ou suspeição do PGR não se situa na esfera de competência deste conselho superior. A questão da suspeição do procurador-geral da República deveria ser arguida no STF e avaliada pelo juiz”, afirmou.

A primeira a defender a instauração de uma apuração interna sobre a conduta de Gonet foi a subprocuradora Janice Ascari. “Subsistem questões factuais objetivas que recomendam a coleta de informações preliminares”, disse ela. Acompanharam-na em seu voto os procuradores Samantha Dobrowolski e José Adonis de Araújo Sá.

Votaram contra a abertura da apuração, além do relator Sanseveriano, os subprocuradores Celso de Albuquerque Silva e Alexandre Camanho de Assis.