Força-tarefa combate queimadas e monitora qualidade do ar em Cametá
Fonte: jornalpassaporte.com.br | Data: 26/09/2026 10:02:57
Bombeiros e Defesa Civil atuam em áreas atingidas pelo fogo no Baixo Tocantins; drones serão utilizados para dimensionar os estragos provocados pelas chamas
Uma força-tarefa formada por equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil está mobilizada para combater o avanço das queimadas em áreas de vegetação de Cametá, no Baixo Tocantins, nordeste do Pará. O período de estiagem e a vegetação seca têm favorecido a propagação das chamas, que ganharam força nas últimas semanas.
Os pontos considerados mais críticos estão concentrados nas proximidades dos quilômetros 4 e 5 da BR-422. Segundo as informações repassadas pelas equipes que atuam na região, o fogo e a fumaça têm se espalhado rapidamente, impulsionados pelas condições de seca e pelos ventos.
A situação também preocupa por causa dos efeitos da fumaça sobre a população. A Defesa Civil municipal passou a acompanhar diariamente a qualidade do ar em oito bairros considerados entre os mais afetados: Roma, Seringal, Portelinha, Bonsucesso, Primavera e São Raimundo, entre outras áreas monitoradas.
Drones vão mapear áreas atingidas
Além do combate direto aos incêndios, o Corpo de Bombeiros utiliza drones para realizar sobrevoos nas regiões urbanas e periféricas atingidas pelas queimadas.
A tecnologia deverá ajudar as equipes a identificar as áreas mais afetadas e calcular a extensão da vegetação destruída pelo fogo. O levantamento também poderá auxiliar no planejamento das ações de combate e prevenção de novos focos.
Em uma das ocorrências recentes, os bombeiros precisaram concentrar esforços para impedir que as chamas chegassem a uma área onde existem placas de geração de energia solar, evitando que o incêndio provocasse danos à estrutura.
Período de seca aumenta risco
O avanço das queimadas ocorre em um momento de forte redução das chuvas no município. Dados divulgados nesta semana apontam que Cametá registrou apenas 12 milímetros de chuva em setembro, contra uma média esperada de 55,4 milímetros para o período — uma redução de aproximadamente 70%. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que o tempo seco deve continuar até o fim de outubro.
A Defesa Civil também alerta que o período de queimadas em Cametá costuma ocorrer entre agosto e dezembro, com intensificação a partir da segunda quinzena de setembro.
Entre os fatores que contribuem para o aumento dos focos estão a vegetação seca, a ausência prolongada de chuvas e a ação humana, incluindo queimadas utilizadas para limpeza de terrenos e preparação de áreas para plantio. O descarte irregular de resíduos também representa risco, especialmente em locais onde o fogo pode se espalhar com facilidade.
Monitoramento continua
O município trabalha ainda na conclusão de um plano de contingência para o período de maior risco de incêndios. A proposta inclui o acompanhamento das áreas que já foram atingidas, identificação de novos pontos vulneráveis e preparação de agentes públicos e brigadistas para auxiliar nas ações de prevenção e combate.
A mobilização ocorre em meio a um cenário mais amplo de atenção aos incêndios florestais no país. O Ministério do Meio Ambiente mantém, em 2026, um boletim semanal com informações sobre focos de calor, áreas queimadas e operações de prevenção e combate em diferentes regiões brasileiras.
Em Cametá, a prioridade neste momento é impedir que as chamas avancem para novas áreas, reduzir a exposição da população à fumaça e identificar com maior precisão os impactos provocados pelos incêndios.
Do PASSAPORTE com informações do G1/PA