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Caso Isabelle: 15 dias após morte, pelo menos 20 pessoas já foram ouvidas na investigação

Fonte: opovo.com.br | Data: 27/09/2026 22:22:48

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Segurança Pública

Caso Isabelle: 15 dias após morte, pelo menos 20 pessoas já foram ouvidas na investigação

Pessoas ligadas à família da estudante e do namorado dela foram ouvidas pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE). Ex-mulher de João Munhoz disse em depoimento que estava com ele na missa no horário da morte. Jovem morreu no dia 13 de setembro

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Usada para todas matérias e reportagens que retratem fatos ou descrevam situações. Matéria baseada em fatos observados e verificados pelo repórter com fontes diversas. Notícias não possuem a opinião do repórter. Quando há análise, deve haver as duas definições: notícia e análise.


Atualizado às 19:45, 27/09/2026
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Publicado às 19:41, 27/09/2026

Depoimentos sobre o caso Isabelle são colhidos na 2ª Delegacia do Distrito Policial da Capital, em Fortaleza
Crédito: Fernanda Barros

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Resumo

  • Um motociclista de 25 anos morreu após perder o controle do veículo e bater em um poste no bairro Alto da Balança, em Fortaleza.

  • O acidente aconteceu na manhã deste domingo, 27, por volta das 5h26min.

  • Antes de colidir com o poste, a moto trafegava em alta velocidade, avançou a preferencial e atropelou uma pedestre.

  • O condutor morreu no local, enquanto o garupeiro e a pedestre atingida ficaram feridos.

  • Órgãos de segurança e de trânsito foram acionados, e a Polícia Civil investiga o caso.

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O POVO apurou que os últimos depoimentos colhidos na sede da 2ª DP foram do ex-namorado da jovem, da síndica do condomínio onde Isabelle foi encontrada morta, da diarista do aparamento da família Munhoz, e a esposa de João Munhoz que, segundo a defesa do investigado na morte da jovem, estão em processo de separação “amigável”.

Conforme apurado pelo colunista do O POVO Henrique Araújo, a mulher, que teve a identidade preservada pela reportagem, foi ouvida por delegados na sexta-feira, 25, e informou que permaneceu com o ex-marido durante o tempo em que Neto se manteve no templo religioso na noite da morte de Isabelle.

O depoimento mais recente foi da diarista que trabalhava no apartamento da família Munhoz, nesse sábado, 26. Ela afirmou à Polícia Civil nunca ter presenciado brigas ou comportamentos anormais entre Isabelle e João. Afirmou a existência de câmeras no imóvel e disse que não realizou a limpeza do apartamento após a morte.

Os primeiros depoimentos do caso ocorreram na segunda-feira, 21, na 2ª DP. Foram ouvidos a mãe de Isabelle, a professora Isorlanda Caracristi, e o irmão dela, Rafael Magalhães.

No mesmo dia, o namorado da jovem, o bacharel em Direito, João Munhoz Neto, teve o depoimento colhido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Aos investigadores, ele relatou que estava em uma celebração religiosa durante a ocorrência e deu detalhes da relação com Isabelle.

No dia seguinte, Munhoz Neto foi preso suspeito de induzimento ao suicídio e violência psicológica contra a mulher na morte de Isabelle. O namorado da jovem teve mandado de prisão preventiva mantido após audiência de custódia e está recolhido em unidade prisional em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Um pedido de habeas corpus teria sido feito pela defesa do investigado e passa por análise do Ministério Público do Ceará (MPCE), que deve se manifestar até a próxima terça-feira, 29.

Um dia após a prisão de Munhoz, a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, o irmão, a cunhada e um amigo do investigado, além de uma amiga de Isabelle e uma moradora do prédio, também prestaram depoimento no decorrer da investigação.

Outras pessoas ligadas à família de Isabelle e de João foram ouvidas, além de pessoas ligadas ao condomínio onde o caso foi registrado. Na quinta-feira, 24, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou que 15 pessoas foram ouvidas. No entanto, a maior parte dos depoimentos ainda não teve o conteúdo divulgado.

A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras e outros elementos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) divulgou que o laudo cadavérico da estudante apontou politraumatismo como causa da morte e a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) indicou que a universitária teria saltado do edifício, classificando o ato como uma “precipitação voluntária”.

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa no último dia 23, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), na Capital.

O POVO questionou à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) para saber quantas pessoas já foram ouvidas na investigação e quando o inquérito deve ser concluído. A matéria será atualizada quando o órgão responder.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) também foi procurado para saber sobre o pedido de análise de um pedido de soltura de João Munhoz Neto. A matéria será atualizada quando o órgão der retorno.