Reino Unido desiste de cobrar entrada de visitantes estrangeiros em museus nacionais
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 29/09/2026 13:39:05
Acesso às coleções permanentes é gratuito para todos; em março, governo britânico falou em estudar sobre mudança para um formato pago
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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (29) que os museus nacionais continuarão sendo gratuitos para visitantes estrangeiros, após ter indicado em março que estudava a possibilidade de cobrar entrada para aumentar seus recursos financeiros.
Desde 2001, o acesso às coleções permanentes dos museus nacionais, como o British Museum ou a National Gallery de Londres, é gratuito para todos, e milhões de estrangeiros os visitam anualmente. Os visitantes pagam apenas pelas exposições temporárias.
Em março, o governo havia anunciado que estava “explorando” a possibilidade de cobrar entrada de visitantes estrangeiros para contribuir com o financiamento dessas instituições culturais.
Por fim, “todos continuarão se beneficiando da entrada gratuita”, informou o Ministério da Cultura britânico em um comunicado. O governo considera que “as repercussões e os benefícios de uma medida desse tipo não seriam sentidos de maneira uniforme em todo o setor”.
Os museus nacionais “atraem visitantes de todo o mundo” e geram “mais de 1 bilhão de libras (mais de 1,3 bilhão de dólares) por ano para a economia”, destacou também o Ministério.
Em 2025, 7,1 milhões de pessoas visitaram o Museu de História Natural e 6,4 milhões visitaram o British Museum. Segundo dados do governo referentes ao ano fiscal de 2023/2024, os visitantes estrangeiros representaram 43% das visitas aos museus nacionais do Reino Unido.
Desde o início do ano, a França, por sua vez, cobra uma entrada mais cara no Museu do Louvre e em outros cinco locais culturais — incluindo o Palácio de Versalhes — de turistas provenientes de países fora do Espaço Econômico Europeu (União Europeia mais Islândia, Liechtenstein e Noruega). Esses visitantes devem pagar 32 euros (36,3 dólares) para visitar o Louvre, o museu mais visitado do mundo — ou seja, 10 euros (11,3 dólares) a mais do que franceses e europeus.
Veja imagens dos corvos da Torre de Londres, que guarda uma das tradições mais curiosas do Reino Unido
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Um dos corvos da Torre de Londres: segundo a lenda, surgida no reinado de Charles II, no século XVII, enquanto houver uma dessas aves na antiga fortaleza, o reino da Inglaterra se manteria de pé — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Dois dos seis corvos que vivem na Torre de Londres: segundo a lenda, para que o reino da Inglaterra não se acabe, é preciso que haja ao menos uma dessas aves na antiga fortaleza — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Corvos descançam nas muralhas da Torre de Londres, às margens do Rio Tâmisa, depois de saírem de suas gaiolas — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Corvos dentro de seu recinto na Torre de Londres, a antiga fortaleza construída no século XI às margens do Rio Tâmisa — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Ex-comandante na marinha britânica e veterano de guerras, Barney Chandler assumiu o posto de ‘mestre dos corvos’ da Torre de Londres em março de 2024 — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Veterano de guerra e ex-comandante na marinha britânica, Barney Chandler é o ‘mestre dos corvos’ da Torre de Londres desde março de 2024 — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Barney Chandler, o novo ‘mestre dos corvos’ da Torre de Londres, solta uma das aves do recinto onde elas passam a noite — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Depois de servir em missões da marinha britânica em locais como Afeganistão e Ártico, Barney Chandler ingressou no regimento Yeoman Warder, responsável por guardar a Torre de Londres — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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Um dos seis corvos que vivem na Torre de Londres, às margens do Rio Tâmisa, na capital do Reino Unido — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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A White Tower, estrutura central da antiga fortaleza, foi construída em 1078 pelo rei Guilherme I, e hoje é um museu que guarda as joias da coroa britânica — Foto: Benjamin Cremel / AFP
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O contraste entre as chaminés da Torre de Londres e o arranha-céu The Shard, que tem 309 metros de altura e é o mais alto edifício do Reino Unido — Foto: Benjamin Cremel / AFP
Aves, que seriam responsáveis por preservar a existência do reino da Inglaterra, estão sob responsabilidade de um um veterano de guerras da marinha britânica
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