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Gabriel Souza usa governo Leite como âncora para convencer indecisos

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 01/10/2026 16:36:28

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Jeff Botega / Grupo RBS
Vice-governador Gabriel Souza é candidato ao governo do RS pelo MDB.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aposta na experiência adquirida no governo de Eduardo Leite para convencer os eleitores de que é o mais preparado para assumir o Palácio Piratini. Na sabatina da Rádio Gaúcha, nesta quinta-feira (1º), Gabriel mencionou o que foi feito no atual governo na resposta a todas as perguntas. Explicou que precisa contextualizar, porque se for eleito vai completar o trabalho realizado nestes oito anos para colocar as contas em dia e realizar obras que estavam paradas.  

Quando perguntado por que o governo não realizou neste período o que ele está prometendo agora, o vice repetiu que foi preciso preparar o terreno e aparar arestas. Lembrou que quando Leite assumiu os salários estavam atrasados e o dinheiro de estatais e autarquias, como a Portos RS, caíam no caixa único e eram usados para outras finalidades. Disse que por isso os canais navegáveis ficaram tanto tempo sem dragagem, tarefa que custou R$ 18 milhões, pagos com dinheiro do Funrigs, mas que passará a ser rotineira se ele for eleito. 

Sem especificar o custo, Gabriel prometeu zerar a fila do SUS em 12 meses, credenciando 9 mil novos estabelecimentos de saúde nos primeiros cem dias para atender pacientes do SUS em diferentes regiões do Estado. O dinheiro viria do orçamento da Saúde, que vai aumentar pelo acordo firmado com o Ministério Público para chegar aos 12% da receita corrente líquida, previstos na Constituição. 

Para bancar a promessa de Ensino Médio em tempo integral, o candidato indicou como fonte de recursos o dinheiro do juro da dívida que, com a assinatura do Propag, poderá ser empregado em áreas estratégicas, como a educação. 

Ao responder a pergunta feita a todos os candidatos sobre como seu governo será lembrado, Gabriel respondeu: 

— Como o governo que vai tornar o Rio Grande do Sul um dos três  estados mais competitivos do Brasil. A gente vai conseguir com isso melhorar a capacidade econômica. Para ser competitivo precisa ter muita resiliência climática, precisa ter muita capacidade de proteção às cheias com o Plano Rio Grande, que são 240 ações que o governo do Estado está fazendo atualmente e que a gente não pode parar. Vejo muito risco, eventualmente, de uma mudança completa de rumo. Vai inviabilizar muitas obras, vai atrasar obras. E comigo, pode ter certeza de que a gente vai acelerar obras, porque conheço cada um dos projetos, as equipes.