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Ciclone atinge linha da Taesa e danifica seis torres no Rio Grande do Sul – MegaWhat

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 02/10/2026 10:26:16

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A Taesa prevê recompor uma linha de transmissão de 230 kV Livramento 3/Alegrete 2, afetada pela passagem de um ciclone extratropical com ventos extremos no Rio Grande do Sul, até o dia 7 de outubro.

A companhia identificou danos severos em seis estruturas do ativo, sendo uma com colapso total da fundação e outras cinco com avarias graves, após a ocorrência e mobilizou mais de 90 profissionais especializados, além de máquinas pesadas, equipes de suporte e estruturas provisórias, para reestabelecer o funcionamento do empreendimento.

O desligamento da linha ocorreu na madrugada de 28 de setembro, após a queda e avaria das torres provocadas pelo evento climático que atingiu, principalmente, os municípios de Alegrete e Santana do Livramento. Em comunicação enviada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a Taesa informou que o fenômeno teve forte influência do El Niño e interrompeu a transmissão de energia pelo ativo.

Segundo a companhia, a avaliação da intensidade exata das rajadas de vento ainda está sendo realizada pela área de engenharia, com base nos registros públicos da região. O evento havia sido identificado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu alerta de perigo para tempestades no estado, com possibilidade de ocorrência de ventos extremos, entre outros impactos.

Para acelerar o retorno do ativo, a transmissora está utilizando estruturas de torres provisórias, que, segundo a empresa, permitirão recuperar integralmente a capacidade operacional da linha sem prejuízos ao sistema. As condições das estradas e do terreno na região, no entanto, dificultam o acesso aos locais atingidos. A empresa informou que, além das equipes próprias, mantém contratos com fornecedores para atendimento emergencial, com disponibilidade de mão de obra, máquinas e equipamentos adicionais.

A Taesa também informou ao MME que o alerta meteorológico permanecia ativo e poderia provocar novas ocorrências na região Sul, com impactos sobre ativos de transmissão e dificuldades adicionais para os trabalhos de recomposição.

Diante das características e da excepcionalidade das condições climáticas, a Taesa pediu o enquadramento da ocorrência como caso fortuito ou força maior. A companhia informou que o processo está em análise e citou a previsão de excludente de responsabilidade do contrato de concessão e o artigo 393 do Código Civil.

A comunicação sobre o evento também foi encaminhada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para acompanhamento e posterior tratamento regulatório. A Taesa solicitou que a ocorrência seja considerada para fins de eventual isenção da parcela variável por indisponibilidade, conforme as Regras de Transmissão.

Em nota enviada à MegaWhat, a a companhia informou que vem reforçando o monitoramento meteorológico e o plano de resposta a contingências diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos severos. Como medida preventiva, recursos adicionais de outras bases operacionais estão sendo deslocados para o Rio Grande do Sul para reforçar a prontidão das equipes e a resiliência dos ativos.