Photo by Dr Staak | Redução de danos em EAA on October 05, 2026. Pode ser uma captura de tela do Twitter de texto.

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A hemoglobina glicada estima a média do açúcar no sangue dos últimos três meses e entrou na rotina como o exame que encerra a discussão. Por isso costuma ser lida sozinha, fora do painel colhido no mesmo dia. Quando o resto está limpo, com glicemia de jejum no meio da faixa, insulina baixa e índice de resistência à insulina normal, a glicada isolada na faixa de diabetes perde autoridade. Uma das duas informações está errada, e a que tem mais jeitos de errar é a glicada.

A série reforça a suspeita. A glicada dele saiu de 4,7% para 6,6% em cinco meses sem que ele engordasse ou mudasse a comida, e a fisiologia não faz esse degrau sozinha nesse intervalo. O ensaio sofre com variante de hemoglobina, glóbulo vermelho que vive menos, hemólise, perda de sangue recente e a plataforma do laboratório, e o erro pode ir para os dois lados.

Eu recoleto em outro laboratório, de preferência em outra plataforma, e não mexo em nada até o segundo resultado. Até lá, não inicio remédio nem anuncio pré-diabetes, e o número fica no prontuário com a ressalva escrita. Se a recoleta confirmar, investigo de verdade. Se desmentir, passo a julgar o controle por glicemia, curva ou monitorização contínua de glicose nesse paciente.

O espelho também vale: glicada muito baixa não é troféu e merece a mesma recoleta.

Manda pra quem recebeu glicada alta com o resto do exame limpo.

Comente MVR que eu te mostro como eu leio evidência de longevidade na prática.

Conteúdo educativo, não substitui consulta.

Conteúdo baseado na prática clínica do consultório.

Dr. Marcos Staak Jr | Médico | CRM-SC 17642

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