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Helicóptero do Estado é usado em 33 ocorrências de emergência em Roraima

Fonte: folhabv.com.br | Data: 06/10/2026 10:32:19

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O helicóptero institucional do Governo de Roraima realizou pelo menos 33 voos de emergência desde maio deste ano, segundo balanço da Casa Militar. A aeronave foi utilizada em resgates, transporte de pacientes, retirada de pessoas isoladas e outras situações de urgência em municípios do interior e áreas de difícil acesso.

De acordo com o levantamento, cerca de 85% das ocorrências foram registradas em locais onde não havia possibilidade de acesso rápido por via terrestre ou fluvial. Nessas situações, o transporte aéreo foi utilizado para reduzir o tempo de deslocamento até unidades de atendimento ou retirar pessoas de áreas isoladas.

Entre os atendimentos estão ocorrências em comunidades indígenas de Normandia e Uiramutã. Em uma das primeiras missões, quatro servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste foram retirados da comunidade Cuieiras, em Normandia, após permanecerem isolados por alguns dias.

Resgates em comunidades indígenas

Em Uiramutã, a aeronave foi acionada em diferentes situações. Na comunidade Manalai, uma criança indígena que havia sido picada por uma cobra foi transferida para uma unidade de referência.

Também foram realizados transportes de bebês com problemas respiratórios e dificuldade para se alimentar, de uma gestante em trabalho de parto e de um homem de 56 anos que sofreu fraturas na perna e na clavícula após um acidente com um quadriciclo.

Segundo a Casa Militar, as condições das pistas nessas comunidades dificultavam ou impediam o pouso das aeronaves convencionais utilizadas pelo Dsei Leste.

Tempo de deslocamento

Além dos atendimentos de saúde, o helicóptero pode ser empregado em operações de busca e salvamento, apoio durante enchentes e ações de segurança pública, conforme o termo de cooperação que regulamenta o uso da aeronave.

O secretário-chefe da Casa Militar, coronel Francisco Xavier Castro, afirma que a principal vantagem do transporte aéreo é a redução do tempo de resposta.

“Para se ter uma ideia, um resgate realizado nesta semana ao Sul do Estado poderia levar até quatro horas e meia de carro. Com a aeronave, fizemos esse resgate em apenas 45 minutos”, afirmou.

Segundo o coronel, o transporte aéreo se torna necessário principalmente em regiões que não possuem acesso rápido por estradas ou rios.

O balanço considera os atendimentos realizados desde maio, quando a aeronave passou a ser destinada também a demandas sociais, além das atividades institucionais de segurança e apoio operacional.

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