Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Galípolo depõe à PF e expõe a lama da fraude do Banco Master

Fonte: portalvv8.com.br | Data: 07/10/2026 00:33:16

🔗 Ler matéria original

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento nesta terça-feira (6/10) à Polícia Federal no inquérito crucial que apura as fraudes cometidas pelo Banco Master. Em condição de testemunha, o relato de Galípolo fornece um panorama sobre a gestão da crise institucional e os esquemas de corrupção dentro do gigante financeiro. Embora não tenham sido divulgados detalhes completos do depoimento, a presença do chefe máximo do BC reforça a dimensão da investigação perante o governo Lula.

Galípolo foi justamente quem decretou a liquidação do Banco Master em novembro do ano passado, um ato oficializado no mesmo dia da primeira fase da Operação Compliance Zero. Esta operação aponta que ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantinha laços próximos com servidores de altíssima patente do Banco Central. Especificamente, Paulo Sérgio Neves de Souza, antigo diretor de fiscalização, e Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, são suspeitos de terem recebido aproximadamente R$ 12 milhões em propinas desde o início de 2016, quando foram afastados de suas funções.

A investigação ganhou mais corpo com as declarações de Vorcaro. Em um depoimento colhido pela coluna Andreza Matais, ele confirmou que “o Banco Central como um todo” mantinha uma postura clara de concordância e incentivo para a fusão entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), inclusive o presidente Galípolo. Essa postura foi atribuída não apenas ao próprio Galípolo, mas também aos diretores Ailton e Paulo Sérgio Neves de Souza, sendo que, apesar do apoio geral, a fusão nunca obteve aprovação formal do Banco Central.

O envolvimento direto do Presidente do Banco Central neste escândalo demonstra o nível de infiltração da má gestão e dos interesses ligados ao sistema político atual. A confirmação das ligações entre os executivos e as altas esferas do BC expõe a fragilidade na fiscalização exercida pelo governo Lula, um quadro que reforça argumentos conservadores sobre a necessidade de maior rigor e competência institucional para combater a corrupção sistêmica no país.