Laila Garin estreia no Rio musical sobre Édith Piaf
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 09/10/2026 04:21:03
Laila Garin, que ganhou projeção nacional ao interpretar Elis Regina no teatro, estreia nesta sexta-feira (9) no Teatro Riachuelo Rio o musical “Piaf — Eu não me arrependo”, sobre a cantora francesa Édith Piaf. A montagem chega à capital fluminense após temporada de sucesso em São Paulo.
Filha de pai francês e mãe baiana, Laila cresceu ouvindo os discos de Piaf em casa. Como só encontrava o pai nas férias, as canções da artista francesa eram também uma maneira de se aproximar daquele lado de suas origens.
“Eu ouvia aquele timbre, que é bem especial, e até prestava atenção em partes da letra, mas era mais uma relação sensorial. Agora, depois desse estudo todo, percebo o quanto ela era atriz interpretando. Cada música tem uma história que ela conta, é uma jornada”, diz Laila.
No teatro brasileiro, a imagem de Piaf está ligada a Bibi Ferreira (1922-2019), que estreou em 1983 “Piaf, a vida de uma estrela da canção”, com texto da britânica Pam Gems, tradução de Millôr Fernandes e direção de Flávio Rangel. O espetáculo permaneceu seis anos em cartaz no Brasil.
Agora, a trajetória da cantora ganha uma dramaturgia original, assinada por Newton Moreno e Alessandro Toller. A direção é de Sérgio Módena, que idealizou a montagem da Aventura, produtora responsável também por “Elis, a musical”, estrelado por Laila.
Num espaço que remete a uma estação de trem, Piaf recebe memórias e personagens de seu passado enquanto narra a própria trajetória ao público. Cantadas em francês com legendas em português, canções como “La vie en rose”, “Hymne à l’amour”, “Milord” e “Non, je ne regrette rien” ajudam a contar episódios de sua vida, da infância pobre em Paris ao sucesso internacional.
A montagem também passa pelas tragédias que marcaram sua vida, como a perda do boxeador Marcel Cerdan, considerado seu grande amor, num acidente de avião, o reumatismo, o vício em álcool e remédios e os acidentes de carro que comprometeram sua saúde. “Piaf era uma figura transgressora, uma mulher com uma capacidade de resistência imensa e que desafiava as convenções sociais de sua época”, diz Sergio.
Além da transformação corporal, que acompanha a deterioração da saúde de Piaf, a atriz canta e atua durante quase todas as cenas do musical, de 150 minutos. “Ela é mais grave que eu, então é um desafio técnico, porque o grave cansa muito mais”, explica Laila.