Filha de Otto Alencar diz que recursos do Banco Master para startup vieram de empréstimo
Fonte: takta.com.br | Data: 09/10/2026 10:03:12
Por Záfya Tomaz
A empresária Isadora Alencar, filha do senador Otto Alencar (PSD), rebateu as informações publicadas pela Folha de S.Paulo sobre negociações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em nota enviada ao Taktá, ela afirmou que os recursos mantidos pela startup Ecoari na instituição financeira são provenientes de um empréstimo regular, contratado dentro das regras previstas em lei.
“A mencionada movimentação financeira diz respeito a um empréstimo regular, obtido pela Ecoari em uma instituição bancária e dentro das regras previstas em lei. Portanto, não houve aquisição e o empréstimo é devido e com prazo certo”, diz o comunicado.
A manifestação ocorre após a Folha divulgar informações baseadas em mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Vorcaro. Segundo o jornal, Isadora manteve conversas com o ex-banqueiro sobre investimentos na Ecoari, startup de tecnologia voltada à sustentabilidade e à cadeia da reciclagem.
A reportagem também menciona documentos da B3 encaminhados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo os quais a empresa mantinha no Banco Master ativos superiores a R$ 9 milhões em 2024 e de R$ 2,8 milhões em 2025. A publicação afirma que os valores seriam incompatíveis com o porte da startup.
Sobre a comunicação atribuída à B3, Isadora afirmou que esse tipo de procedimento não indica, por si só, irregularidade. “A B3 e muitas outras instituições têm o dever legal de fazer esse tipo de comunicação para toda movimentação acima de determinado valor”, declarou.
A empresária também afirmou que o contato com Vorcaro tinha caráter comercial. “A Ecoari manteve contato estritamente comercial com empresas. Tais referências, nas conversas com o investidor, foram retratadas no contexto institucional acerca do desenvolvimento comercial da startup”, diz a nota.
No comunicado, Isadora ainda questionou a divulgação das informações, afirmando que a quebra de sigilo bancário e contratual da empresa teria finalidade política. Ela declarou, por fim, que a Ecoari não possui vínculo com eventuais atos ilícitos atribuídos ou investigados em relação a terceiros e que está à disposição para prestar esclarecimentos.