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SUPERA Parque acolhe 12 novas startups e fortalece polo de tecnologia e inovação em Ribeirão Preto

Fonte: vozdobairro.com.br | Data: 10/10/2026 02:04:51

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Divulgação Supera Parque

Divulgação Supera Parque

O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto realizou o Onboarding da sua mais nova turma de empresas incubadas. Ao todo, 12 startups foram selecionadas entre 53 projetos aprovados no processo seletivo referente ao primeiro semestre de 2026. O grupo passa a integrar o ecossistema do parque tecnológico, tendo acesso a suporte executivo, infraestrutura laboratorial, apoio em propriedade intelectual e conexão direta com pesquisadores e investidores.
As empresas ingressantes cobrem áreas estratégicas de alto impacto econômico e social: AgroMizer, Allevare Health IA, Alma Tropical, FlyMedix, Microbial Diagnostic Facility, Nova Plataforma Profilática contra Leishmanose Visceral Canina, Queen Co., Rabisclub, SiloScan, StemVision, Tomus e Vescell Biotecnologia.

Entre as selecionadas, cinco fundadores e executivos detalharam suas tecnologias, modelos de negócios e as metas traçadas para a fase de incubação no SUPERA Parque:
Tomus: Tomografia ultrassônica para rastreamento precoce do câncer de mama
Nascida para responder a um desafio crítico de saúde pública, a Tomus desenvolveu o TOMUS, um tomógrafo ultrassônico computadorizado de mama que realiza escaneamento volumétrico 3D de forma 100% automatizada. A tecnologia busca superar as limitações da mamografia convencional – que exige compressão mecânica dolorosa e utiliza radiação ionizante – e da ultrassonografia manual, que é operador-dependente e satura a rotina dos médicos especialistas.
Gabrielle Cardoso, cofundadora da startup, pontua o diferencial do equipamento para pacientes com mamas densas e o potencial de redução de custos para o sistema de saúde. “Desenvolvemos uma arquitetura baseada em um equipamento com espaço para imersão da mama em fluido transmissor de sinal ultrassônico. Isso nos permite formar imagens volumétricas de alta resolução sem emissão de radiação e sem operador manual. Nosso custo de aquisição projetado representa uma redução de até 80% frente a sistemas importados“, explica.

Sobre a incubação, Gabrielle enfatiza a transição da pesquisa para a indústria. “O SUPERA Parque é a ponte para transformar nossa tecnologia de maturidade TRL 5 em uma Deep Tech industrializada e escalável. O ambiente nos dá o suporte necessário para estruturar a spin-off acadêmica, acelerar testes clínicos no Hospital das Clínicas da USP e preparar os estudos de Avaliação de Tecnologias em Saúde voltados à futura incorporação do TOMUS no SUS“, afirma.

AgroMizer: Otimização matemática e inteligência micrologística para o agro
A AgroMizer atua em um gargalo operacional que consome até 35% do custo de produção no setor sucroenergético: a micrologística de Corte, Transbordo e Transporte (CTT). A startup substitui a tomada de decisão intuitiva no campo por um motor de otimização matemática baseado em Programação Linear Inteira Mista (MILP), fruto de pesquisas desenvolvidas na USP/Poli.

Juliano Rodrigues, CRO da AgroMizer, explica que a plataforma calcula a localização ideal dos pátios de transbordo e a distribuição da frota, integrando visibilidade em tempo real via telemetria e cálculo automatizado da pegada de carbono pelo GHG Protocol. “O produtor colhe três economias: hora-máquina que deixa de ficar ociosa, diesel que deixa de ser queimado em rota ruim e emissão de carbono evitada“, detalha Juliano.

A startup visa expandir sua atuação para grãos, algodão e setor florestal, de olho em exigências regulatórias globais. “Ribeirão Preto está no centro do setor sucroenergético. Estar no SUPERA Parque encurta o ciclo entre desenvolver, testar no campo com o cliente real e corrigir. A incubadora nos ajudará a transformar um motor validado em produto SaaS de receita recorrente e estruturar nossa estratégia de go-to-market“, ressalta Juliano.

Vescell Biotecnologia: Plataforma escalável de vesículas extracelulares para medicina veterinária
A Vescell Biotecnologia desenvolveu uma plataforma para a produção padronizada e escalável de vesículas extracelulares em bioreatores, superando os gargalos metodológicos atuais que utilizam cultivos de baixo rendimento em garrafas. Formada por doutores das áreas de biotecnologia, imunologia e engenharia, a Deep Tech foca inicialmente no tratamento da osteoartrite em cães de médio e grande porte e cavalos.

Waldir Oliveira, cofundador e diretor da Vescell, explica que a tecnologia ataca uma doença degenerativa sem tratamento resolutivo no mercado. “A prova de conceito nasceu de projetos de pesquisa na USP com apoio do CNPq. O uso de bioreatores com microcarregadores nos permite trabalhar volumes em escala, alcançando um rendimento inviável nos métodos tradicionais de laboratório“, pontua.

Waldir destaca que o suporte do SUPERA Parque é decisivo para complementar a bagagem científica da equipe com visão de negócios. “Nossa equipe tem um capital técnico qualificado, mas somos todos oriundos da academia. O parque tem sido essencial para nos guiar na estruturação comercial do produto, no acesso a profissionais de propriedade intelectual e no entendimento dos marcos regulatórios junto ao Ministério da Agricultura (MAPA)“, conclui.

StemVision: Terapias celulares e curativos inteligentes para a saúde ocular
Unindo biotecnologia avançada e medicina regenerativa, a StemVision desenvolve soluções para restaurar a visão e reduzir a dor em pacientes com lesões na córnea. A atuação da startup divide-se em duas frentes: uma membrana de células-tronco que atua como um “curativo biológico inteligente” para regeneração tecidual e colírios moduladores com ativos que aceleram a cicatrização e evitam a formação de cicatrizes opacas (fibroses) sem os efeitos colaterais dos corticoides.

Tânia Martin Guilherme, Farmacêutica Pesquisadora da equipe de Biotecnologia da Stem Vision, aponta os benefícios práticos da tecnologia para o setor de saúde. “Para o paciente, a solução evita a cegueira corneal e acelera a recuperação. Para o cirurgião oftalmologista, oferece uma alternativa terapêutica pronta para uso (off-the-shelf), reduzindo a dependência crônica de bancos de tecidos e os custos com complicações no sistema de saúde“, explica.

A farmacêutica reforça a relevância geográfica do parque. “A proximidade com a USP e o Hospital das Clínicas facilita o recrutamento de talentos em biologia celular e farmácia, além do acesso a laboratórios de ponta. A chancela de integrar o SUPERA Parque aumenta nossa credibilidade para captação em editais de fomento como FAPESP/FINEP e atração de fundos de Venture Capital“, avalia Tânia.

Alma Tropical: Cosmética limpa, ciência e rituais com ativos brasileiros
A Alma Tropical combina pesquisa científica, rigor regulatório e o conceito de clean beauty para oferecer produtos de cuidados com a pele que unem ativos da biodiversidade brasileira a uma proposta de bem-estar emocional. A marca foi estruturada a partir de formulações desenvolvidas com autoridade técnica em química e P&D para criar rituais práticos e acessíveis.

Tatiane Piazza, CEO da Alma Tropical, destaca a sinergia entre sustentabilidade e tecnologia no modelo da empresa. “Priorizamos matérias-primas de origem natural e brasileira, reduzindo a dependência de insumos sintéticos e importados. Cada fórmula passa por testes de segurança com rigor sanitário junto à ANVISA, garantindo eficácia com rotulagem e embalagens transparentes“, afirma Tatiane.

Para o ciclo de incubação, a startup estabeleceu cinco metas estratégicas. “Nosso foco no SUPERA Parque é consolidar a autoridade técnica por meio de documentação científica e testes de eficácia, estruturar a produção piloto para escala industrial, expandir a distribuição no e-commerce e consolidar um modelo de crescimento sustentável“, finaliza Tatiane.

RabisClub: Desenvolvimento socioemocional e uso consciente da tecnologia na educação
O RabisClub atua como um programa de desenvolvimento socioemocional por meio da arte e do desenho, focado no ambiente escolar. Com atividades aplicadas no contraturno e intraturno, a startup apoia instituições de ensino a agregarem valor às matrículas por meio de uma metodologia própria que une psicopedagogia, expressão artística e estimulação de funções executivas, como foco, planejamento, autoestima e inteligência emocional.

Huggo Souza, fundador do RabisClub, explica que a inovação do modelo está na ressignificação do uso das ferramentas digitais pelas crianças. “A inovação está em utilizar o desenho como ferramenta de desenvolvimento humano. Paralelamente, desenvolvemos um aplicativo para conectar alunos, famílias e a nossa metodologia. Nosso objetivo é mostrar que o celular pode ser uma ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento consciente, e não apenas um espaço para consumo passivo de conteúdo e jogos“, destaca Huggo.

Sobre a aprovação no processo seletivo do SUPERA Parque, o empreendedor enfatiza a busca por escala e maturidade executiva. “Ser uma das 12 selecionadas valida que estamos construindo algo relevante. Mais do que a conquista da vaga, estar na incubadora é o caminho para estruturar nossa inovação com método, direção e estratégia. As mentorias e o ecossistema do parque têm sido fundamentais para amadurecer o negócio e ampliar nosso impacto na educação“, conclui.

Fortalecimento do ecossistema de inovação
O ingresso das 12 novas empresas reforça a posição do SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia como um dos principais hubs de desenvolvimento de empresas de base tecnológica do país. Ao conectar a produção científica das universidades com as demandas do mercado, o parque estimula a criação de empregos qualificados, a atração de investimentos privados e a consolidação do interior paulista como referência em inovação de alto impacto.
 
Sobre o SUPERA Parque
O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 61 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 31 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.

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LIGIA CARLA GABRIELLI BERTO
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