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Mulher é acusada de homicídio após o namorado no leito de morte balbuciar que ela jogou carro de propósito contra á

Fonte: extra.globo.com | Data: 10/10/2026 02:55:00

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Os namorados Leigha Mumby, de 25 anos, e Daniel Waterman, de 22, envolveram-se em acidente em 9 de fevereiro de 2025, em Flagler (Flórida, EUA).

O carro conduzido por Leigha colidiu violentamente contra uma árvore. Inicialmente, o caso foi classificado como acidental, conforme depôs a motorista do veículo.

Uma equipe de resgate encontrou Leigha gritando por socorro no local, enquanto Daniel estava inconsciente no banco do passageiro, sendo levado de helicóptero para um hospital da região e colocado em coma induzido.

Leigha sofreu ferimentos graves no acidente, enquanto o namorado teve lesões com risco de morte no pulmão e no tórax, além de fraturas na coluna, no fêmur e na clavícula, coágulos sanguíneos e luxação do quadril.

O caso começou a ganhar outros contornos quando Daniel recuperou a consciência. No hospital, ele puxou a mão para longe de Leigha ao perceber que ela a segurava. O relato foi feito por Tiffany, tia de Daniel, ao “Daily Mail” em uma reportagem publicada na última quarta-feira (7/10).

Quando recuperou os movimentos dos braços, Daniel também virou para o lado oposto todas as fotos dele com Leigha que haviam sido colocadas ao redor de sua cama para tentar animá-lo. Além disso, Daniel usou uma placa com letras para dizer à mãe que a namorada havia batido o carro propositalmente após acusá-lo de traição, segundo relatou Tiffany.

“Ele ainda estava com tubos na boca, mas disse: ‘Me ajude, me ajude. Ela me matou, ela me matou'”, contou a tia.

O comportamento de Daniel mudou o rumo da investigação.

“Daniel declarou que a última coisa de que se lembra antes do acidente foi Leigha dizendo a ele: ‘Não me importo com o que aconteça, você vai receber o que merece’, e então ela desviou o carro da pista, colidindo com uma árvore”, destacou o policial Darin Harper no inquérito.

O Honda Passport de Leigha trafegava em alta velocidade pela rodovia Interestadual 95, atingindo cerca de 150 km/h cinco segundos antes do acidente, ocorrido às 22h25. O pedal do acelerador estava pressionado a “100% da capacidade” no momento do impacto e “os freios não foram acionados”, acrescentou Harper.

A investigação policial também constatou que “um movimento significativo do volante de 45 graus para a direita, seguido por um movimento brusco de 30 graus para a esquerda” também foram realizados poucos segundos antes da colisão.

Leigha Mumby será julgada pela morte de Daniel Waterman em colisão de carro contra árvore na Flórida — Foto: Reprodução
Leigha Mumby será julgada pela morte de Daniel Waterman em colisão de carro contra árvore na Flórida — Foto: Reprodução

Leigha teria descoberto que estava grávida no dia do acidente. Tiffany alegou que Leigha mostrou um teste de gravidez positivo a Waterman e a uma prima dele, Sarah, antes de uma festa e que, mais tarde, disse em particular a Sarah:

“Vou garantir que o Daniel nunca mais me traia.”

Daniel e Leigha discutiram dentro do carro sobre “questões pessoais”, incluindo uma mensagem de texto que ele recebeu de uma amiga moradora de Nova York, segundo o depoimento oficial.

Daniel Waterman faleceu Em 8 de outubro de 2025, aos 22 anos, Daniel morreu devido a complicações decorrentes das lesões sofridas na colisão. O filho do casal nasceu três após a morte de Daniel.

O casal mantinha um relacionamento a distância marcado por idas e vindas — Leigha vivia na Flórida; e Daniel, no interior do estado de Nova York — depois de terem se conhecido no aplicativo de namoro Bumble, em janeiro de 2024.

A Promotoria decidiu levar Leigha ao banco dos réus. O julgamento começará em 12 de outubro. Ela se declarou inocente da acusação de homicídio culposo na direção de veículo automotor. O juiz que cuida do caso decidiu que a declaração de Daniel feita por meio do quadro de letras foi considerada inadmissível e que o júri não poderá ser apresentado a elas no julgamento.

O caso tem semelhanças com o de Mackenzie Shirilla, ocorrido em Ohio (EUA). Em 2022, Mackenzie colidiu contra um muro a cerca de 160 km/h, matando o seu namorado, Dominic Russo, de 21 anos, e o amigo Davion Flanagan, de 19. Ela recebeu uma sentença de 15 anos à prisão perpétua, com elegibilidade para liberdade condicional apenas em 2037.

Mackenzie Shirilla foi condenada por ter provocado o acidente que matou o namorado, Dominic Russo — Foto: Reprodução/Facebook
Mackenzie Shirilla foi condenada por ter provocado o acidente que matou o namorado, Dominic Russo — Foto: Reprodução/Facebook

A acusação provou que Mackenzie e Dominic tinham um relacionamento extremamente volátil, marcado por brigas intensas e términos frequentes. Segundo os promotores, ela jogou o carro contra o muro de forma intencional porque Dominic queria terminar a relação definitivamente. A juíza do caso definiu as ações de Mackenzie como uma “missão de morte” premeditada.

Mackenzie, que tinha 17 anos na época do episódio, contestou a condenação argumentando que não causou a batida intencionalmente e sugerindo que novas evidências médicas indicavam que ela poderia ter desmaiado antes do impacto. Ela também estava com o acelerador pressionado ao máximo e sem nenhum registro de acionamento dos freios.

Carro dirigido por Mackenzie Shirilla ficou destruído após colisão com muro que matou o namorado, Dominic Russo — Foto: Reprodução
Carro dirigido por Mackenzie Shirilla ficou destruído após colisão com muro que matou o namorado, Dominic Russo — Foto: Reprodução

A tentativa mais recente de Mackenzie de recorrer da condenação por homicídio foi rejeitada pela Suprema Corte de Ohio, em setembro.