Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro revelou que quase mil médicos sofreram algum tipo de agressão enquanto trabalhavam desde 2018. Os dados, registrados no portal Defesa Médica, mostram aumento da violência principalmente contra mulheres, com casos de agressões físicas, verbais e assédio moral dentro de unidades de saúde. Entre 2018 e 2025, foram contabilizadas 89 agressões físicas, 459 agressões verbais e 208 casos de assédio moral.
A médica Sandra Rodrigues relatou que foi atacada durante um plantão noturno ao tentar atender pacientes em um hospital no Rio de Janeiro. Segundo ela, as agressões deixaram sequelas físicas e emocionais. O caso motivou a criação de uma resolução do Conselho Federal de Medicina que estabelece medidas de segurança em hospitais, como rotas de fuga, espaços de refúgio e botão de pânico. Profissionais afirmam, porém, que muitas unidades ainda não implementaram as mudanças e alertam que a violência tem provocado afastamento de médicos e dificuldades para atuação em áreas consideradas de risco.