Marinha incorpora nova fragata de última geração e deve receber outros sete navios nos próximos anos
Fonte: oglobo.globo.com | Data: 25/04/2026 03:47:52
Embarcação segue padrões da Otan e tem capacidade stealth, sendo mais dificilmente detectada por radares
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GERADO EM: 24/04/2026 – 21:28
Marinha do Brasil Recebe Primeira Fragata da Classe Tamandaré
A Marinha Brasileira incorporou a primeira fragata da classe Tamandaré, um avanço tecnológico com características stealth e padrões da Otan, fruto de parceria com a Alemanha. O navio, parte de um lote de quatro, será seguido por mais quatro, somando oito fragatas previstas. Com 107 metros e capacidade para 154 tripulantes, a fragata reforça a defesa e monitoramento da Amazônia Azul.
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A Marinha Brasileira incorporou nesta sexta-feira a primeira fragata da classe Tamandaré, uma das principais apostas da força na modernização da esquadra. Outros três navios do modelo, fabricado pelo consórcio SPE Águas Azuis, já estão na fila para os próximos anos. No evento, um Memorando de Entendimento foi assinado prevendo a entrega de mais um lote de navios, dobrando para oito a quantidade de fragatas previstas. É a primeira fragata construída no Brasil desde 1980.
A Marinha afirma que a incorporação do navio é “um salto tecnológico” para a força. Fruto de uma parceria tecnológica com a Alemanha, as fragatas Tamandaré tem “capacidade de atuar contra ameaças de superfície, aéreas e submarinas”, sendo equipadas com sensores e armamentos modernos.
O navio foi projetado seguindo os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e é dotado de características stealth, sendo mais dificilmente detectado por radares. O navio tem 107 metros de comprimento, podendo atingir uma velocidade máxima de 47 km/h e capacidade de transportar uma tripulação de 154 militares.
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Contemplada pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a primeira fragata começou a ser produzida em setembro de 2022, tendo passado por testes entre agosto e dezembro do ano passado. A previsão é que as próximas fragatas da classe, batizadas de Jerônimo de Alburquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros, sejam incorporadas em 2027, 2028, e 2029, respectivamente.
O Memorando de Entedimento, que prevê um novo lote de navios, foi assinado pela Marinha com a empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems, que forma o consórcio SPE Águas Azuis juntamente com a brasileira Embraer.
Segundo a Marinha, essa primeira fragata “terá papel importante na proteção da Amazônia Azul, sendo essencial para o monitoramento e controle do espaço marítimo, para a defesa das ilhas oceânicas, proteção de estruturas críticas e para salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional”.
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