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Mulheres lideram busca por aluguel de imóveis no Brasil, diz pesquisa

Fonte: exame.com | Data: 28/04/2026 05:03:48

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A busca por imóveis para alugar no Brasil é majoritariamente conduzida por mulheres, enquanto a procura pela casa própria apresenta leve predominância masculina. É o que aponta um levantamento da Universal Software, empresa de gestão para imobiliárias, com base em dados do Google entre abril de 2025 e março de 2026.

Segundo a pesquisa, as mulheres representam 53,8% das buscas relacionadas à locação de imóveis. Já entre as pesquisas voltadas à compra, os homens aparecem à frente, com 50,8% das buscas.

O estudo analisou o volume médio mensal de pesquisas no Google e comparou a intenção de busca por aluguel e compra de imóveis. Os dados refletem o interesse online dos usuários, e não a efetivação de contratos.

Entre os tipos de imóveis mais pesquisados para locação, as casas aparecem com ampla vantagem. O termo “casa para alugar” registra cerca de 146 mil buscas mensais, mais de quatro vezes acima da média de buscas por “casas à venda”, que fica em torno de 35,5 mil.

Na sequência, aparecem apartamentos, com 52 mil buscas mensais, e kitnets, com 20 mil. Chácaras, sítios e imóveis genéricos também aparecem entre os termos mais pesquisados. Os menores volumes ficam com formatos mais compactos ou específicos, como sala, loft e studio para alugar. O termo “studio para alugar” registra cerca de 1 mil buscas mensais.

Com base na média mensal de buscas no Google Brasil entre abril de 2025 e março de 2026, o ranking é liderado por:

O resultado reforça a força dos imóveis horizontais no mercado de locação. Casas costumam ser associadas a mais espaço, privacidade e flexibilidade de uso, atributos que ganharam relevância nos últimos anos com mudanças no estilo de vida e maior valorização do conforto dentro de casa.

Aluguel ganha força em cenário de maior cautela

A diferença entre buscas por aluguel e compra pode estar ligada a fatores econômicos e sociais. A locação exige menor comprometimento financeiro inicial, o que amplia o acesso à moradia em um ambiente de juros, crédito e renda ainda sensível para muitas famílias.

Outro fator é a busca por flexibilidade. Mudanças profissionais, avanço do trabalho remoto e incertezas econômicas tornam o aluguel uma alternativa menos arriscada para quem precisa se adaptar rapidamente.

A própria jornada digital também influencia o volume de buscas. A procura por aluguel tende a ser mais recorrente e imediata, enquanto a compra costuma envolver um processo mais longo, com maior planejamento financeiro.

O protagonismo feminino nas buscas por aluguel indica uma mudança relevante para imobiliárias e corretores. Segundo o levantamento, as mulheres aparecem como principais iniciadoras da jornada digital de locação, o que exige uma gestão mais atenta às prioridades desse público.

Embora o estudo não aprofunde as motivações por trás desse comportamento, a Universal Software aponta que a maior presença feminina pode estar associada à busca por praticidade, controle do orçamento doméstico e flexibilidade financeira.

O perfil familiar também pode influenciar a escolha. Casas de rua, por exemplo, tendem a aparecer com maior frequência entre mulheres casadas ou com filhos, enquanto têm menor presença entre mulheres mais jovens.

Para o setor imobiliário, os dados reforçam a importância de estratégias digitais mais segmentadas. A jornada de busca por imóvel começa cada vez mais nas plataformas online, antes mesmo do contato com o corretor.

Nesse contexto, velocidade de resposta, personalização do atendimento e organização das informações se tornam fatores centrais para converter interesse em contrato.

Ferramentas como CRM imobiliário ganham espaço nesse processo ao reunir dados de clientes, imóveis e atendimentos em um único sistema. Na prática, essas plataformas ajudam imobiliárias e corretores a acompanhar negociações, entender preferências e oferecer respostas mais alinhadas ao perfil de cada consumidor.