Messias evita falar sobre escândalo do Banco Master na sabatina no Senado
Fonte: noticiasdoplanalto.com.br | Data: 29/04/2026 16:39:49
O advogado-geral da União e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, optou por não comentar diretamente as investigações relacionadas ao Banco Master durante sua sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Durante a sessão, Messias afirmou que a Advocacia-Geral da União (AGU) não participou do caso, ressaltando que a responsabilidade recai sobre a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal e o Banco Central.
Desde o início da sabatina, às 9h44, Messias manteve uma postura comedida, evitando adentrar nos detalhes das investigações que ainda estão em andamento, destacando a importância do respeito aos processos legais e às garantias fundamentais.
O caso do Banco Master tem sido um ponto crucial na avaliação do futuro ministro, especialmente devido à repercussão em episódios envolvendo membros do STF, como o ministro Dias Toffoli e o ministro Alexandre de Moraes, ambos negando irregularidades apontadas pela investigação.
Parlamentares aproveitam o cenário para observar como Messias poderá agir em julgamentos que envolvam integrantes do próprio tribunal, principalmente nos temas relacionados a conflitos de interesses e limites institucionais.
Na sua abordagem, Messias tem se concentrado em princípios jurídicos, destacando a importância da legalidade, da separação dos Poderes e da previsibilidade nas decisões judiciais.
Sobre o inquérito das fake news, também em tramitação no STF, ressaltou que as investigações precisam ter um prazo razoável e não podem se estender indefinidamente, enfatizando que o processo penal deve buscar justiça, não vingança.
A aprovação do nome de Messias ainda depende do voto de pelo menos 41 senadores e, embora haja otimismo entre aliados do governo, o resultado permanece incerto, principalmente pela ausência de apoio explícito do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Se confirmado, Messias assumirá a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente.