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Concurso do IBGE terá mais de 36 mil vagas temporárias. Veja como iniciar estudos

Fonte: extra.globo.com | Data: 01/05/2026 07:10:43

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem autorização para contratar 36 mil temporários para seu quadro nos próximos meses. O processo de escolha das bancas organizadoras ainda está em andamento. Mas quem deseja conquistar uma das oportunidades deve começar a preparação já. Por isso, o EXTRA buscou com professores de preparatórios o que os candidatos podem esperar das provas.

Os editais devem ser publicados em junho e contemplarão funções de níveis fundamental, médio e superior. São elas: analista censitário, agente operacional regional, agente censitário regional, agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente censitário de qualidade, agente censitário supervisor e recenseador. Veja a distribuição por cargos:

  • recenseador (nível fundamental) – 27.279 vagas;
  • agente operacional regional (nível médio) – 938 vagas;
  • agente censitário supervisor – 4.143 vagas;
  • agente censitário regional – 938 vagas;
  • agente censitário administrativo – 1.084;
  • agente censitário de informática – 1.098; e
  • agente censitário de qualidade – 446;
  • analista censitário (nível superior) – 1.020 vagas.

O professor Thiago Jordace, especialista em concursos, lembra que provas antigas para as mesmas funções podem servir de base para quem quer prestar a nova seleção.

— A melhor forma de preparação é fazendo questões anteriores, avaliando o motivo das alternativas estarem corretas ou erradas. Ou seja, fazer uma questão comentada para si próprio. Assim, vai estudar muito mais do que simplesmente resolvendo as questões.

Quanto à dificuldade do concurso, o professor pontua que, embora a concorrência seja grande, o alto número de vagas disponíveis ajuda a “diluir” a quantidades de candidato por vaga.

Recenseador

O professor Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, destaca que o cargo que mais deve chamar atenção entre os editais é o de recenseador. A banca responsável pelo edital deve ser a Fundação Getúlio Vargas (FGV), única concorrente, que aguarda a validação do julgamento.

— É o posto com a maior quantidade de vagas, mais de 27 mil, e deve chamar mais atenção. Até pelo nível exigido (o fundamental), tendo menos matérias a serem estudadas.

Os focos para os estudos iniciais devem ser Português e Matemática, disciplinas garantidas na seleção e que costumam ter maior peso na avaliação. Em Português, Jordace destaca a necessida de treinar Interpretação de texto. Em Matemática, lógica simples, porcentagem e regra de três.

Com isso, após a publicação do novo edital, será possível estudar com maior clareza o que for adicionado. Pode haver cobranças relacionadas a Atualidades, Conhecimentos técnicos sobre o IBGE e os Censos, e Ética no serviço público, Alguns editais já incluíram Noções básicas de Informática, Estatística e Administração pública para a função, mas uma leve “pincelada” nos temas deve bastar.

A prova deve ser objetiva, com cerca de 60 questões e cinco alternativas em cada.

— É um padrão na dinâmica do IBGE. Para recenseador, normalmente não tem prova discursiva, não tem Teste de Aptidão Física, e também não tem prova de títulos — listou Jordace.

Agentes e analista

Para os cargos de nível médio, a banca mais cotada para organizar o concurso é o Instituto Avalia, por enquanto. Mas a decisão final ainda foi divulgada. A orientação de Cambuy, coordenador do Gran Concursos, é estudar Língua Portuguesa, Matemática, Geografia e Conhecimentos técnicos do IBGE, para começar. O instituto elabora uma apostila sobre o último tema e disponibiliza gratuitamente em seu site. Ao serem publicados os editais, o candidato pode continuar a preparação em outras disciplinas.

Para o analista censitário, cargo de nível superior, as abordagens são mais complexas e outras disciplinas podem ser adicionadas. Nesse, a banca já habilitada para a organização do edital é IBFC, mas a decisão final ainda não foi divulgada.

— Aqui pode aparecer, sim, conteúdo mais voltado para parte de administração de recursos materiais e arquivologia. É uma atividade mais gerencial do que operacional — observou.

Como as vagas do cargo estarão distribuídas por diversas áreas de atuação, cada uma deverá cobrar conhecimentos específicos.