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Edinho Silva admite erro do PT na CPI do Banco Master após derrotas no Congresso – Portal 98 FM Natal

Fonte: 98fmnatal.com.br | Data: 01/05/2026 10:15:08

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O presidente do PT, Edinho Silva, classificou como “erro” a decisão de parlamentares do partido de não assinarem o requerimento para instalação da CPI do Banco Master, em meio a uma semana marcada por derrotas do governo no Congresso. A avaliação foi feita em entrevista ao Estadão.

Autocrítica e crítica ao Congresso

Segundo Edinho, diante da gravidade das denúncias, o PT deveria ter liderado a criação da comissão. “O PT deveria ter assinado a CPI do Banco Master. Foi um erro que o PT cometeu”, afirmou ao Estadão.

Ele também criticou o Congresso, dizendo que “mais uma vez vira as costas para a sociedade” e que o modelo político brasileiro está “totalmente destruído”.

Derrotas do governo no Senado e Congresso

Nos últimos dias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulou movimentos que resultaram em reveses ao Palácio do Planalto. Entre eles, o engavetamento do pedido de CPI do Banco Master após acordo com a oposição.

Sob sua condução, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. No dia seguinte, o Congresso derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Impacto político e críticas institucionais

Para Edinho, a rejeição de Messias representa um erro do Senado e gera instabilidade institucional, além de enfraquecer atribuições do Executivo. Já a derrubada do veto, segundo ele, ignora a gravidade dos atos golpistas.

O dirigente também criticou o atual modelo político, apontando que o sistema está desgastado e que práticas como o uso de emendas parlamentares como moeda de troca comprometem a credibilidade do Legislativo.

Defesa de reformas e crise no sistema

Edinho defendeu a necessidade de reformas estruturais, inclusive no Judiciário, com participação de diferentes setores e inspiração em experiências internacionais.

Ele afirmou ainda que o atual cenário cria um ambiente em que o Executivo fica fragilizado diante do Congresso, com negociações que, segundo ele, “enfraquecem o sistema político inteiro”.