Ministro de Lula diz ser comum tensão com Congresso, mas considera rejeição à Messias como ‘perda’
Fonte: otempo.com.br | Data: 01/05/2026 11:35:09
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, saiu em defesa de Jorge Messias após o nome do advogado-geral da União ser rejeitado pelo Senado para compor a Corte do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Padilha, que já foi ministro de Relações Institucionais do presidente Lula (PT), tensões com o Congresso Nacional são comuns do ponto de vista de governo, entretanto, considera como uma “grande perda” a negativa dos senadores diante de Messias, o que se tornou uma derrota histórica para o Palácio do Planalto. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (1º/5) no canal no YouTube de O TEMPO.
“Eu acho que é natural que tenha tensão. Mas é muito importante sempre ter como objetivo fundamental aquilo que é mais importante para o país. Eu acho que quem perdeu foi o Brasil, porque o doutor Messias é uma figura jurídica, profissional ilibado, servidor público, é alguém que tem seus valores cristãos e carrega os valores cristãos”, argumenta Padilha. “Messias tem essa postura, um valor cristão não só da boca pra fora, mas o seu dia a dia na sua prática como servidor.”
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Em contrapartida à derrota histórica, o ministro da Saúde apontou vitórias conquistadas pelo mandato atual do presidente Lula, como outras duas indicações de ministros do STF, a aprovação da reforma tributária e programas sociais. Na área da saúde, Padilha cita também programas como o “Agora Tem Especialistas”, que contribuiu para o aumento na realização de cirurgias no país.
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“Do ponto de vista do governo, acho que o governo tem que estar sobretudo atento, preocupado e trabalhando como nós estamos fazendo para melhorar a vida do nosso povo”, afirma o ministro. “O nosso foco aqui é cuidar do nosso povo, avançar cada vez mais no que nós estamos fazendo, manter um país que tem uma economia crescendo, com inflação baixa como nós estamos fazendo – é a melhor inflação desde a época do Plano Real – e defender a nossa soberania.”
Continuidade
Fora das eleições de 2026, Padilha explica que decidiu não se candidatar por um pedido do presidente Lula para avançar nos projetos do Ministério da Saúde.
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“A única eleição da qual eu vou acompanhar e disputar é não permitir que negacionista contra a vacina, de gente que já tentou destruir o SUS, volte a pensar em governar o Brasil ou governar o Ministério da Saúde”, pontua.