Nova tecnologia pode tornar colônias em Marte mais viáveis
Fonte: diariodopara.com.br | Data: 03/05/2026 19:34:47
Gerar energia em Marte usando os próprios recursos do planeta deixou de ser apenas teoria distante e ganhou uma proposta concreta. Um estudo publicado na revista National Science Review apresenta um sistema inovador capaz de transformar a atmosfera marciana em eletricidade, calor e até combustível, um avanço que pode reduzir a dependência de suprimentos enviados da Terra.
A ideia faz parte de uma estratégia conhecida como Utilização de Recursos In Situ (ISRU), que é aproveitar materiais disponíveis no ambiente local. Em Marte, isso inclui principalmente o dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera, além de gelo subterrâneo e o próprio solo do planeta.
O modelo proposto integra diferentes tecnologias para garantir energia contínua em futuras missões tripuladas. O sistema começa com a captura do ar marciano, que possui baixa pressão e alta concentração de CO₂. Esse ar é então comprimido para aumentar sua densidade e permitir seu uso em processos energéticos.
Para essa etapa, os cientistas apontam três métodos principais: compressão mecânica, aprisionamento criogênico e adsorção térmica. Apesar do potencial, todos ainda enfrentam desafios técnicos, como baixa eficiência e necessidade de mais testes.
Depois da captura, entram em ação microrreatores nucleares, responsáveis por gerar energia de forma contínua, mesmo em condições extremas do planeta. A eletricidade produzida pode ser armazenada em baterias adaptadas, garantindo funcionamento constante de habitats e sistemas de suporte à vida.
Outro destaque é o uso do reator Sabatier, tecnologia capaz de converter CO₂ em metano e água. O metano pode servir como combustível, enquanto a água pode ser reaproveitada em diferentes processos essenciais para a sobrevivência humana.
Esse tipo de sistema já existe em menor escala na Estação Espacial Internacional, o que reforça a viabilidade da proposta. A diferença é que, em Marte, a tecnologia precisaria operar de forma ampliada e integrada.
Além da atmosfera, o estudo também prevê o uso de gelo subterrâneo para produção de água potável e oxigênio por meio de eletrólise, enquanto o solo marciano poderia ser utilizado na construção de estruturas.
Apesar do cenário promissor, os pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China destacam que a solução ainda é experimental. Novos testes e avanços serão necessários antes de sua aplicação em missões reais.
Arraste para o lado e veja mais informações do estudo:
Repórter
Luiz Augusto Andrade, é paraense e formado em Comunicação Social – Jornalismo desde 2019. Atua como produtor e repórter de TV e também integra a equipe do Diário do Pará, participando da cobertura de pautas ligadas ao cotidiano, atualidades e interesse público. Tem atuação voltada ao jornalismo informativo, com compromisso ético, responsabilidade social e proximidade com a realidade local.
Luiz Augusto Andrade, é paraense e formado em Comunicação Social – Jornalismo desde 2019. Atua como produtor e repórter de TV e também integra a equipe do Diário do Pará, participando da cobertura de pautas ligadas ao cotidiano, atualidades e interesse público. Tem atuação voltada ao jornalismo informativo, com compromisso ético, responsabilidade social e proximidade com a realidade local.