Moro defende reação do Congresso ao STF e cobra solução da Copel no Paraná
Fonte: gmconline.com.br | Data: 08/05/2026 16:53:29
Durante visita à Expoingá, o senador Sérgio Moro afirmou que o Brasil vive um momento de mudança política e defendeu um fortalecimento do Congresso Nacional diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à CBN Maringá, o parlamentar também confirmou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná, apresentou propostas para segurança pública e criticou as falhas no fornecimento de energia elétrica pela Copel no estado.
Ao comentar a derrubada, pelo Senado, do veto relacionado à dosimetria penal, Moro disse acreditar que o STF deverá respeitar a decisão do Legislativo. Segundo ele, o Parlamento precisa “voltar a se impor” para restabelecer o equilíbrio entre os poderes. “O país não pode ser governado pelo Supremo Tribunal Federal. É uma instituição importante, a gente respeita, mas cada poder tem o seu papel e nós precisamos restaurar o equilíbrio entre os poderes”, afirmou.
O senador avaliou ainda que as próximas eleições devem ampliar a presença de parlamentares alinhados à direita e à centro-direita no Congresso. Para ele, esse movimento pode fortalecer pautas ligadas à liberdade econômica, segurança jurídica e defesa do direito de propriedade. Como exemplo, Moro citou a discussão sobre o marco temporal das terras indígenas. Segundo ele, após o STF declarar parcialmente inconstitucional a lei aprovada pelo Congresso, o Senado reagiu com a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. “O Congresso mais de direita deve priorizar políticas públicas focadas na liberdade das pessoas e na proteção ao direito de propriedade”, declarou.
Moro também confirmou a pré-candidatura ao Governo do Paraná. Moro afirmou que pretende dar continuidade a ações consideradas positivas da atual gestão estadual, mas com foco especial na segurança pública. “Nós vamos fazer do Paraná nossa fortaleza, um bastião de liberdade, de respeito ao cidadão e respeito ao direito de propriedade. O objetivo é transformar o Paraná no estado mais seguro do país”, disse.
Além da segurança, o parlamentar citou investimentos em saúde e educação como prioridades de sua proposta administrativa. Moro também comentou movimentações partidárias recentes envolvendo seu grupo político. Ele negou ter “abandonado” aliados após mudanças de partido e explicou que deixou o União Brasil devido à falta de espaço político para disputar eleições futuras. Segundo ele, a definição dos pré-candidatos ao Senado em sua nova legenda ficou sob responsabilidade do PL e da família Bolsonaro. Moro citou os nomes do deputado federal Felipe Barros e do ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, como nomes já definidos para a disputa.
Outro tema abordado foi a situação do fornecimento de energia elétrica no Paraná. Moro relatou que o Congresso promoveu uma audiência pública para discutir as constantes reclamações contra a Copel, especialmente em relação às quedas de energia e à demora no restabelecimento do serviço. De acordo com o senador, produtores rurais e empresários têm acumulado prejuízos milionários por conta das interrupções no fornecimento. Ele citou o caso de uma empresa de embalagens em Ponta Grossa que teria ficado cerca de 15 dias sem produção devido à falta de energia. “Nós cobramos uma solução e demos um prazo de 30 dias para que apresentem um plano de ação”, afirmou. O senador disse ainda que representantes do setor industrial e agropecuário participaram da audiência e que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também foi acionada para fiscalizar a situação. “A Copel foi privatizada, isso não é um problema, mas é obrigação dela prestar um serviço de qualidade aos consumidores paranaenses”, concluiu.