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Após anos desafiadores depois de IPO, Blau mira projetos com melhor risco-retorno

Fonte: valor.globo.com | Data: 08/05/2026 18:11:58

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A Blau disse, nesta sexta-feira (8), que o período após sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), em 2021, foi marcado por ambiente regulatório desafiador e pela necessidade de postergar investimentos para preservar o caixa. Segundo o presidente da companhia, Marcelo Hahn, a empresa enfrentou atrasos em aprovações de medicamentos e concorrência de produtos sem registro no canal público, que durou da pandemia até 2024.

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“O ambiente regulatório também se mostrou mais desafiador, com atrasos nas aprovações de novos medicamentos, o que acabou reduzindo o ritmo de crescimento e o retorno esperado em determinados projetos”, disse o executivo, em teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.

A farmacêutica vale hoje cerca de um terço do que valia na época da entrada na bolsa, segundo Hahn. O executivo disse ainda que o setor sofreu com a correção de preços pós-pandemia, e que alguns investimentos não trouxeram o retorno esperado.

“Realizamos o desinvestimento da Prothya [empresa de fracionamento de plasma, com unidades na Bélgica e na Holanda] no ano passado e a Hemarus [centro de coleta de plasma nos Estados Unidos] pode seguir o mesmo caminho no futuro”, afirmou, referindo-se à unidade que, no momento, não conta com contrato de longo prazo para fornecimento e que no primeiro trimestre não gerou receita.

Contudo, ele disse que, apesar do cenário, a empresa tem conseguido manter estrutura de capital saudável e que a vê melhor posicionada do que quando foi lançada na bolsa. “Redirecionamos nossa estratégia comercial com maior foco no canal privado e diversificação das fontes de receita, reduzindo riscos e criando uma base mais sustentável para o crescimento futuro”, afirmou.

Otimismo com 2026

O presidente da Blau disse que o foco será cada vez mais em projetos com melhor risco-retorno, como a aposta no projeto de anticorpos monoclonais, especificamente o pembrolizumabe, candidato a biossimilar do Keytruda, medicamento indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer.

Ele disse que está otimista com o ano. “Temos melhorado em eficiência. As linhas atuais, que já estão aprovadas pela Anvisa, entendemos que elas vão trazer mais resultado ao longo do ano”, afirmou.

“Esperamos que a fila [de lançamento de produtos] na agência comece a reduzir com a nova gestão e novos lançamentos previstos para este ano passem a contribuir nos próximos trimestres”, disse.